terça-feira, setembro 01, 2009

algumas manhãs são mais bonitas que outras, mais felizes que outras. por certo hoje não foi uma delas. alice fica procurando se encontrar em outro. deixou de viver um dia por vez, deixou de olhar o céu pela janela, deixou de sentir força. quando o presente só se nutre pela memória a vida cansa. a vista cansa de ler cartas antigas, de ver fotos velhas. do baú onde guarda as lembranças parte pra tela clara demais do computador... pra tentar contar uma história repetitiva e estagnada. quem disse que não se "vive" do passado? ela discorda. vez ou outra repete os dias. tenta revivê-los, reconstroi atitudes e conversas. mudam as pessoas, as lembranças não.

(...)

quarta-feira, agosto 26, 2009

tem uma história guardada. uma dessas que se espera que aconteça um dia, que se reza pra acontecer. porque tem uma beleza estranha, porque faz feliz. o que importava afinal era olhar. ouvir. falar.

sábado, agosto 08, 2009

porque não se contam os amigos. uns que passam segurança, conforto, uns que me fazem rir, rindo junto e sempre. em todos os dias, mesmo os piores, mesmo quando o tempo não passa. você olha no relógio e foram-se umas cinco horas, de conversas, de um tempo bom. e feliz. os próximos cinco minutos se arrastam. se perdem. você olha pros lados e é bom ver mãos estendidas, e é bom reconhecer as pessoas. me sinto confortável, e apesar dos pesares, quase feliz. uns vão. outros ficam. começa uma história nova. que não imagino como vai ser. mas não vou sozinha.

quinta-feira, agosto 06, 2009

nos vemos em um próximo encontro. talvez só agora eu tenha conseguido entender o que é levantar uma bandeira. mais que levantar, segurar junto. e lutar junto. entre encontros, vivências, pessoas... pelo que nos une. mais forte agora. mas desde sempre. não se descobre ou se identifica com uma luta do nada. certas coisas já estavam plantadas. esperando até hoje, entre os dias 24 e 31 de julho, pra renovar e fazer crescer essa identidade em tantas pessoas, que vestidas de amarelo andavam pelas ruas, pelos blocos.

segunda-feira, maio 25, 2009

quem precisa de clareza? dê muitas voltas. vai percorrendo o caminho bem devagar. entregue às sensações… do tato, do cheiro, do gosto, do ouvir… sente gostar pelos minimos detalhes. por um pedaço do corpo, um pouco do som da voz, pelo cheiro. posso contar por mim, por você. eu sonharia, com cada um dos dias que passaram. com os que ainda vão vir. fale comigo quando quiser. estou quase esperando por isso. talvez esse seja o motivo que tem feito o tempo passar tão devagar. resta um certo encontro de olhares. um trocar de sorrisos. será que é só? parece que sim. sem mais esperanças por esses últimos dias.

terça-feira, maio 05, 2009

não se abandona nada completamente...

domingo, abril 12, 2009

ela disse: quando fecho os olhos não vejo, só tento ouvir. o melhor agora é não reconhecer a voz. em alguns momentos a distração ajuda. você não sente mais os toques leves, nem percebe a mão encostar. tento todas as noites só ouvir e ter a cada fechar de olhos uma nova sensação. quem sabe dessa vez eu não vá para o canto... quem sabe dessa vez eu não desvie, me permita.
ele disse: sem tantas permissões. sem tantos desejos. assisto a maçaneta girar devagar. já sem tantas precipitações, já não correr para porta. finge não ver. fingi não ouvir. se anula um pouco. fica só. se permitindo pros outros, não pra você. quando se sacia um desejo ele talvez renasça diferente.
e com suas opiniões, sensações e desejos diferentes. não conseguem ficar longe. toca a mão dela. encosta no ombro. mexe nos cabelos. se deixa ficar. perde a imunidade, perde a proteção. se deixa a flor da pele. pra cada sensação nova, pra cada continuação que surja. de uma imagem em preto e branco a cor surge. a cor é quase a respiração da vida. sem cor o tempo não passa. sem a cor não se tem vida e sem vida não se tem porque respirar. com a cor tudo é superado, em algum momento se vê uma especie de arco iris que prevê dias mais felizes.
: cigarra e borboleta.

segunda-feira, abril 06, 2009

tentando escrever. tentando organizar a vida, as idéias. mas as vezes o tempo me parece pouco, os dias me parecem rápidos, curtos, tanto que minam tantas e tantas possibilidades. pavio curto. explosiva. e jogo a culpa toda nesse desejo absurdo de liberdade. de realizar sonhos. cheia deles. as vezes por coisas mais práticas, as vezes por coisas mais sentimentais. quem precisa fazer sentido? os segundos me mudam. mudo de idéia. quando percebo e penso nas coisas, elas já passaram, já fiz, já falei, já gritei alto. já fui absurdamente precipitada. mas quem disse que isso precisa ser ruim? se não me querem perto assim, talvez não sejam as pessoas que precisam estar perto. no mais. sou feita de pedaços de coisas, de recortes, de fragmentos, de reflexos do mundo. de sentimentos, de idéias, ideais, metaforas, clichês. junta mais um pouco das frases de clarice, de vinicius... das músicas de chico, tom, toquinho, gonzaquinha, beto guedes, belchior... dos filmes da vida. das imagens da vida. dos segundos que passam rápido, dos que passam devagar. é pela contradição. pelo complexo que se pode definir, ou melhor, não definir a vida de alguém. ninguém se conhece o suficiente, é imparcial o suficiente... e todos tentam. pelo menos pensar sobre isso ajuda a pensar na vida, a se questionar, a se transformar... vivendo por aí, uma essência. uma idéia de alguém. quem sabe um personagem criado, que vive andando pelas ruas. dias de liberdade. de viagens. de imagens...entre as coisas que se ama...entre as coisas que se quer...o gostar é o que faz ser...entre as coisas que gosta se modela a personalidade...então talvez eu possa ser poesias, metaforas, imagens, livros e discos...assim...sendo...

mudança

pode me olhar com calma. vai conhecendo aos poucos. nenhuma repulsa é tão imediata. nenhuma saudade é tão intensa. nenhum amor é tão...único. deviamos simplesmente deixar o tempo passar. que nenhum orgulho mate o arrependimento. deixando que as mãos fiquem juntas. olhando e se deixando olhar. os rostos bem perto. o sorriso compartilhado. vamos ser juntos. eu ainda posso esperar.
{01/02/09}
não vamos ser. que o tempo passe. já não posso e não quero esperar.

andando pelo tempo

desde ontem quando até as rosas murcharam, deixando cair cada petala aos meus pés. chorava com elas. na noite em que até eu consegui dormir. depois de ver as estrelas sumirem. sentindo o vento, de olhos fechados, quase podendo me levar. nos meus sonhos ou instantes, nos meus segundos longos. com uma luz que não me traz nada. rasgando petalas e folhas. pela primeira vez os gritos não eram meus. alguém me viu de longe, de um telhado escuro. e não pude mais fingir. não importam os sentimentos? não importam os sonhos? ::: ...só começo... só consigo pensar nas rosas que eu não tive. em tudo, que talvez o tempo me impeça de ter. as notas inacabadas, os sonhos dispersos, vazios... quem precisa me entender? ::: me olhou por segundos. deteve os sentidos e pareceu mesmo fingir. ::: sinto muito mas só falei as coisas certas. queira que os meus dias sejam felizes. mesmo longe. não percebo ausência...nem medo nenhum. ::: eu teria esperanças. nada como sonhar. é o que nos mantêm felizes e à salvo.

{2005}

ao reflexo

(...) poder falar e dançar a vontade (...) que o amanhã venha sem eu sentir. só sendo. só tentando ser. só livre. aberta e livre pro mundo. pra mim (...) que amanhã eu acorde com a mesma vontade e com a mesma possibilidade de só deixar a vida ir. que pelo menos minha semana seja assim. interna. só. e livre. (...) quem sabe?! hoje, honestamente, nenhuma compreensão é plenamente certa, não pode ser, pelo menos por enquanto. quem sabe com o tempo as dúvidas virem certezas. ou não. (...) algumas coisas a gente só pode sentir quando está sozinha.

(...) a vida é um sonho. nunca se está plenamente acordado. você está pensando e imaginando coisas, e criando situações, pensando nos diálogos que só eu vivo. sozinha na minha cama antes de dormir. todas as noites. eu vivo. com pessoas que ainda nem conheci. vivo com o que pode ser o futuro. as pessoas não fazem muito sentido. (...) um dia eu encontro alguma resposta. mas a vida é um sonho. e eu nem sei quando de fato estou acordada. (...) por uma coisa ou outra as pessoas são feitas pra serem conhecidas, admiradas, pra gostar, pra que gostem. todas as relações nutrem amor. e são amores lindos. os que passam. os que ficam. os que se transformam. eles existem, existiram. e na memória fica pra sempre alguma imagem disso tudo. mesmo que a minha falhe. ainda vai existir um pouco do mundo pra me lembrar.
entre 06/02 e 06/03

segunda-feira, março 09, 2009

a flor da pele

não é de todo mal esses desejos últimos. iniciam ao começo do dia. persistem no acordar, no dormir. mantenho os olhos abertos pelo maior tempo possível. olho, toco, sinto... enquanto tento fazer sentir. e será que sente? me achava capaz de perceber esses pequenos detalhes. me achava capaz de me redefinir. agora já não me percebo tão forte, tão confiante. a leveza talvez esteja em perceber nossos pequenos medos. só percebendo se pode avançar. se as sensações instantâneas me fazem feliz, quero mais é vivê-las. que importa se as pessoas me olham? se falam? a vida tem mais é que ser sentida a flor da pele. pelos sambas da vida. pelos amores da vida. por todos eles.

[12/02/09]

a história se mantêm nas reticências. abre aspas pra fala do outro. cita a vida conjunta mesmo enquanto ela se desfaz. estou perseguindo a minha idéia de volta. não que isso seja bom. não que me faça bem. mas é em sonho.
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pode me olhar de perto ou longe. já nem sinto a brisa do vento com o rosto tão perto. nem tudo pode ser dito. então eu guardo o que é de verdade, o que passou a fazer parte só de mim. porque o "nós" diluiu. porque o "nós" anda meio perdido nessa mínima distância.
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foi em tempo de me deixar conhecer. eu fui conhecida. até não sobrar pra viver só.

[31/01/09]

falem comigo. me deixem falar. será que deveria ter medo das minhas precipitações?!
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tem uma parte paranóica. um certo trauma. normal. comum. quem (sinceramente) não mudaria uma parte ou outra? alguém sem manias, sem defeitos, sem desejos estranhos...não deve ser realmente uma pessoa. e como eu sou...então...esqueça!
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[23/10/08]

misturas. dessas incompativeis. talvez em algumas situações os opostos realmente se atraiam. ou mudamos tanto assim? já sem reconhecer ninguém nesses soltos e amplos espaçoes que frequentamos. será que são realmente amplos?
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tem uma loucura absolutamente normal em mim.
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não é de todo mal. ou talvez seja. quem pode saber? viva e descubra! quer conselho melhor?!

terça-feira, fevereiro 24, 2009

asas

por esses dias tenho observado de longe a vida. como um peso nas mãos, que tenta imitar uma caneta que corre à distancia por várias histórias. passou horas... sentada diante do mundo, daquela janela vermelha aberta...um quadro de rua deserta e céu lindo. pairava uma imagem resistente, cheia de declarações, com medo, com gritos e versos presos na garganta. e tentou pular. acreditando ter asas. daquelas que tranpõem qualquer muro, qualquer medo. como se andasse numa estrada feita pros seus pés, com braços esperando pra segurá-la. talvez em algum momento... a sua história, o seu menino...aquele que corria de pés descalços, que via asas nas costas e pulava de tão alto, a puxassse pela mão outra vez. de uma forma tão simples, que bastava que a olhasse, bastava perceber aquele frágil olhar preso à ela ...como se olha pro mar...com fascinação, com desejos, por vezes com pudores, com amor... daquele frágil, que quebra com uma onda mais forte, que faz gritar insultos, que brande arrependimentos, daquele masi perfeito amor humano. não queria ser puxada pelas asas talvez. mas será que essa simplicidade de amor....não a deixaria somente observando na beira da duna, no alto...com asas nas costas...cortadas ou não. mas que a mantinham no chão. queria subir o mais alto... queria o mundo visto das alturas...queria o vento no rosto, a leveza... queria sua essência de volta. mas parece acostumar-se à vida vista pela janela vermelha da sala...o menino ainda dormindo! queria sentir o frescor da manhã sozinha... como se restaurasse o seu vôo... como se de uma caixa vazia fizesse brotar todos os seus sonhos guardados. não ouviria sequer um grito. a felicidade só a fazia explodir em sorrisos. tirou a caixa do armário velho. vestiu aquele vestido de menina...pôs uma flor do cabelo. e pela janela vermelha. daquele seu décimo andar. foi voar, com suas asas, com seus sonhos, pela última vez.
[27/02/2007]
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[continuação]
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ela lembrava da sua janela vermelha. nem sempre se dá conta de quanto tempo passou, mas seu rosto ainda está preso num porta-retrato da sala. pra algumas pessoas os sentimentos não passam. quando a vida é colorida a memória, a lembrançaé mais forte que o tempo. na exata hora em que a menina foi voar uma porta bateu. o menino de sono leve levantou. a janela vermelha aberta e asas no chão. quando se voa tanta coisa se torna dispensável. até esses sentimentos que pra algumas pessoas não passam. ele pegou o porta-retrato, tocou o rosto preso. e se deixou. por tantos dias dias, por tanto tempo. sentado no chão, na frente da janela. sem falar, sem chorar, como se no corpo o menino não vivesse mais.
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era um dia vivo. as sensações na rua eram as mais fortes. o sol batia nas folhas e tinha um verde de uma cor tão intensa que ninguém jamais vira. ele ouvia uma música ao pé do ouvido. como um sussuro, com a impregnante voz dela. ele sentia aquele cheiro doce preso nas paredes do apartamento. a vida parecia colorida agora. quando cada um podia amar a seu modo.
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via borboletas azuis, amarelas...entrando pela janela. e cada pensamento da menina voltava. lembrou dos seus sonhos. foi tocar as flores na varanda. e sentiu a pele dela em capa petala. as pessoas vão embora. mas ninguém aprende a se despedir. mas ninguém aprende a sonhar os seus próprios sonhos. são as imagens de outra pessoa que o impregnam. ele solta o rosto preso no porta-retrato num canto do sofá. e pensa. e tenta imaginar como se reaprende a sonhar.
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em algumas manhãs ela andava na areia. de vestido branco, como alguém pronta pra ser entregue. a vida numa caixa. o corpo solto. mas tudo o que quer, tudo o que sente está em uma caixa guardade num armário velho que viveu e viu mais que ela.
[24/02/2009]

passou

queria que alguém falasse por mim. que alguém chegasse sufientemente perto pra sentir até a respiração. que andasse do meu lado sem que eu percebesse. que sentisse o toque sem jamais tocar. é no sonho da vida. nos minutos antes de conseguir dormir, vendo albuns de fotos, lendo cartas, vendo cartões postais, ouvindo música... é quando percebe como quer que a vida seja.
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se quer falar comigo. se quer falar o meu nome. antes de qualquer coisa: olhe pra mim.
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agora, definitivamente passou. o que fica? uma certa repugnância, um certo pesar. e perder algumas pessoas. nenhuma coisa termina sem que se perca algo. se tenho que perder. que seja.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

mãos livres

partes de uma história inventada. que não precisa ser fiel, compreensível ou crível. são só partes. que tentam completar alguns dias. que tentam ser vividos. que tentar se fazer notar. de certa forma assim como eu. estou num lugar onde a vida parece mais bonita, num segundo andar de uma livraria, janelas e cortinas lindas, mesas e cadeiras de madeira, poucas pessoas, um fanzine nas mãos, uma coca, tudo enquanto eu espero, tudo enquanto eu sinto. umas partes de algumas pessoas me compondo. me criando. me inventando. sou a criação de alguém. talvez não seja tão original ser criação minha. rompendo com algumas idéias. me aproximando de outras. a vida tem a traiçoeira e incrível tendência a nos surpreender. com os meus pedaços refeitos e unidos. com as mãos livres. com a imagem do que foi começando a diluir. sem direções certas. a vida sendo composta no caminho, com as pessoas e oportunidades que surgem. não sou tão cheia de rabiscos e traços mal acabados. são frases completas por dia, de sensações, de momentos extremos, da minha descontinua autodefinição. os espelhos vão perdendo a referência, o reflexo sendo dispensável. porque olho pra mim, pras minhas mãos livres... e vou percebendo por partes a ilusão do corpo, da necessidade, da obsessão. e vou diluindo outra vez. entre traços, entre frases, entre olhos, entre mãos... até que só restam fagulhas de mim.

sábado, fevereiro 07, 2009

recuperada (pelo menos é como me sinto agora). livre pra vida. e feliz (por mais incrivel que pareça).

sábado, janeiro 31, 2009

pelo mundo

me dilui pelo mundo . uma parte em cada lugar que eu fui. com cada pessoa que conheci. espalhada. me mantendo assim. entre cantos. quero estar sempre perto. perceber e ser percebida. pelas pessoas, pelos lugares. e por mim. o que torna alguém especial? o que diferencia? cheia de confiança e de amor.
...entre mariposas, cigarras e borboletas...

nós


Sensacionais, uma kelly sensacional, um dudu sensacional, uma priscila sensacional, uma bárbara sensacional, juntos em um grande salão de dança aprendendo o samba da vida.Mais uma noite com paranóias e diversões. Porque só assim a gente percebe que noites podem ser especiais. A gente se ama, e não pode haver nada mais lindo que isso. Dá vontade de viver dias e noites assim. Só se deixando sentir. Só se deixando ser. Com suas diferenças, discordâncias e muita tolerância. Vontade de um continuar junto e de entender que em cada diferença existe o único, o especial. Juntos no sol, no sal, no sul. Juntos!Nem todos escrevem, nem todos fazem fotos, nem todos lêem, mas todos vivem, bem e muito.As coisas mais simples são, com certeza, as mais belas. As mais absurdamente apaixonantes. As que lembram, ficam e podem contar histórias. E assim a gente começa a contar. Entre intervalos de comentários que nos falam das coisas mais pequenas, das coisas que as vezes não vemos por completo, das coisas tão nossas que são deles, das coisas tão deles que são nossas. Minha historia, sua historia, nossa historia.Um novo ano, com os mesmos amigos, não mais nos mesmos lugares, talvez fazendo as mesmas coisas... todos juntos, mudados e juntos.


:cigarra e borboleta

www.pontoselados.blogspot.com

sexta-feira, janeiro 30, 2009

encontros

momento de encontros. curtos e fortes. dia de gritar liberdade. sentir o desejo e concretizar. sentados na areia. acende um cigarro. aproxima. os dedos se movem devagar, as mãos juntas. o cabelo novo, relativamente mais curto. vestido laranja. a areia impregnando os pés. na noite só de olhar. só de querer. deixando-se sem reticências. deixando-se em espera. já passando do fim da tarde. chegando uma noite sem lua. foi pra olhar um pouco. pra sentir bem mais. num lugar em que estamos nos deixando perceber. tocar. transpirar. lá estava à porta da escolha. a liberdade empurrando degraus abaixo. se jogo, se deixa ir. bate a cara mas não pausa reações. melhor a precipitação. melhor o excesso. melhor o desejo. deixe o mundo entrar arrombando portas e janelas. chamando o nome alto. pegando forte. no limiar do que pode ser dor. depois simplesmente se deixa. o corpo solto. rodopiando, dançando... sendo o que quer.

terça-feira, janeiro 27, 2009

apaixonar

a melhor das coisas: se apaixonar. pelos novos e surpreendentes amigos. pelos lugares. pela vida. pelas escolhas já feitas. pelas conversas. só a paixão, só o tesão faz a vida valer. me enchendo de tesão pela vida. pelas histórias. por mim mesma. se deixe apaixonar. a sensação, a lembrança fica. o tempo cura o resto. torne-se fundamental. torne-se essencial. na construção dos seus próximos dias. a felicidade é uma conquista. e eu já quase a vejo diante de mim. nas mãos de alguns amigos, pousada diante do mar, sentada na areia deixando-se ser vista. abrindo caminho. e me fazendo ir.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

em frente

somos parte da leveza do mundo. entramos no mar de mãos juntas. somos leves. somos plenos. nós somos parte. somos todo juntos. de coração em coração. de alma em alma. de verso em verso. de canção em canção. a vida diluindo e impregnando em nossos abraços.
porque nós somos. porque nós queremos. porque nós sonhamos. e tem um lado meu que simplesmente grita e vai...adiante, em frente.
é o que eu quero.
é o que eu sonho.
é o que eu faço.
e é o que vai acontecer.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

impressões

temos algumas impressões coloridas da vida. que se encontram em ruas e lugares semi-vazios. cheia das intenções subjetivas demais. alguns encontros curtos, praticamente um esbarrão na rua... um encontro, um olhar, um abraço.. depois andando em direções opostas sem olhar pra trás. porque quando se finda o recomeço parte de um lugar, de uma pessoa diferente. desejando a pessoa mais estranha, a menos conhecida, aquele de quem ainda nem conhece a voz ou o toque. só se deixa olhar, só se deixa ser vista. entre estranhezas, sussurros, esbarrões, e um se... prolongado. na previsão de reticências quase eternas. no maior, no mais longo intervalo. quando nenhum tempo pode deixar conhecer, pode deixar entender. as situações se enchem das reticências.. o silêncio dura poucos segundos, e parte.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

entre vinis


entre nós


quinta-feira, janeiro 15, 2009

recomeço

quero que me encontre logo ali, numa rua, numa praça, num bar... que seja sem querer. que o destino exista pra nos tornar... juntos. alguns sentimentos nao cabem num corpo só. só no sentir junto, só no compartilhar que podem existir. quero que me olhe nos olhos. que entenda e que me faça entender. algumas compreensões são silenciosas. mas por agora preciso de palavras claras, de atos claros, explicitos. pelo se... pela possibilidade... que os dias sejam mais curtos, que as ligações sejam involuntárias. porque de desejos o mundo se enche. nós seremos um dia... uma parte... um todo. já nem importa o quanto se forma adiante. são uns dias, umas horas... do caos mais apaixonante. sérá que términos ou conclusões são realmente necessários? será que alguém consegue realmente entender um fim? as histórias se repetem... e um dia... sem perceber... elas simplesmente não existem mais. que se finde pra que algo possa recomeçar.

domingo, janeiro 11, 2009

mais tempo

preciso de mais tempo. de mais falta. de mais sensações explicitas, claras. porque sem compreensão não se supera. na verdade, nem sei se tenho algo a superar. as coisas acontecem, mudam, passam, voltam... só dá pra reagir à elas, sem previsões, sem tantas intenções. continuo querendo muito e todo. pelo menos um pedaço de cada dia. daqueles que ficam. que marcam. que lembram. a gente simplesmente encontra as pessoas. gosta. conversa. sente. e passa (não em todos os sentidos, claro).
sob outras formas. nenhuma história se finda por completo. elas não passam. sofrem transformações e ficam... na memória e na vida.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

entre dias

são entre essses dias. entre uma segunda e um sabado... o que se percebe está no espaço entre os nossos olhos. pequenos espaços. de querer minar qualquer distância, qualquer tempo. mas sob controle. sob a sensação de precisar se controlar. entre detalhes de pequenos amores. de grandes. de sensações. das mais simples. sensações passadas e presentes se misturam. como se sabe o que é sentir? como se conjuga um amor maior ou menor? porque ainda tem a falta. ainta tem a vontade. o desejo. o sonho. porque de sensações (pelo menos essas) eu não esqueço. tem um conflito de querer ser livre, de querer "prender", de querer muito do tempo, muito do corpo, de querer controlar os espaços e os encontros. aprendendo em primeira viagem. num começo real. nas sensações paranóicas. mas se pequenas doses de loucura libertam a vida... não quero me livrar delas.
quanto dura um linda história? aliás, o que a torna linda? será que precisa ser mais que simples? será que preciso manter minhas frases em silêncio?

.

por que o amor? ah... porque ele se escreve e se canta.

domingo, janeiro 04, 2009

..

porque hoje eu tô cheia de sorrisos pra dar ao mundo.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

ambiguo

tentando disfarçar a sensação de falta. a sensação de apego. no recomeço o mundo se desfaz pra ser reconstruído, falta desfazer um pouco de mim. colher os fragmentos errados e me compor de um modo diferente, talvez (minimamente) um pouco mais aceitável. sem forçar nenhuma seriedade. deixando ir livre. pleno. sós em cada vida. juntos de um modo estranho. tentando entender o que é estar assim. sem sensações. sem compreensões. só cheia de idéias estranhas, talvez (um pouco, só um pouco) inapropriadas. sem importâncias que se devam dar. sem receios. sem estranhezas por andar com mãos juntas. é na sutileza que se sabe gostar. que se sente gostar. excedendo. mesmo sem ser hora de excessos. é coisa de liberdade também se deixar exceder. é coisa de liberdade dar e soltar as mãos. sentindo no tempo um correr mais lento. uns dias que são presos, que são de detalhes muito explicitos. quero do mundo. quero da vida. a liberdade mais forte. daquela em que as mãos não desfazem o toque. se deixam juntas sem prisões armadas. sem limites. será que com alguma consequência? enfrentando as últimas histórias de um ano. pra sentir um recomeço ou uma continuação. ambiguo. e firme como o tempo.

segunda-feira, novembro 10, 2008

abstraia

reencontre o espaço vago. em novas e super dimensões, o principal e, talvez, único motivo é deixar a vida se expandir. sem capacidade de controle. o que mais importa é se deixar viver nas faces mais leves que consegue encontrar em si mesma. pode parecer claro ou absurdo. ao mesmo tempo. num sentido escuso, confuso, que redireciona, que torna ambiguo... o mais forte é a força, num sentido vital. que deixa se mostrar através de misturas de cores, de contemplações longas do que nem sempre se pode compreender. não na compreensão absoluta, única e fiel ao autor. o mágico, o forte está na capacidade de se centrar numa obra, nem sempre plana, e imaginar, identificar sentimentos e se deixar sentindo no limite, no limiar entre realidade e abstração. abstrai. sinta. e busque em si mesma as possibilidades infinitas e angustiantes, e leves, e fortes... em dimensões que não precisam existir de fato.

sábado, outubro 11, 2008

beleza

a beleza é dona de si mesma. as vezes dilui a observação ao mais simples fascínio. talvez seja o que de forma mais forte se guia por extremos. em ambos os lados. é de certa forma um poder às avessas. deve ser isso mesmo. o dom inconstante de uma imagem estática. claro.
num sentido mais efêmero. mais explicito. de imagens prontas e perfeitas.

domingo, outubro 05, 2008

arte

a efemeridade da cena. é o que grita. o que provoca. a arte acontece. é presenciada. é uma geradora de força. é o que nutre conversas, discussões, pensamentos... por mais absurdos que sejam. é emotiva, intuitiva e extremamente real. ela verdadeiramente acontece. com uma força que nem o autor necessariamente percebe que tem. é uma obra do mundo. livre. aberta. que pensem e entendam diferente. o importante é deixá-la entrar.
sentir a arte é deixar-se viver a flor da pele. se encher de adrenalina e não sentir a dor da queda. quando há.

domingo, setembro 28, 2008

tempo

inquieto. junta as mãos, balança a perna. sentado em um daqueles bancos de praça. já nem liga pro livro aberto solto ao seu lado. deixa as mãos livres. se espriguiça. pensa em algo. escreve uma frase... não... uma palavra. 'tempo'. esse solto, estranho. que conceito mais vil pra se pensar. que tempo é esse? esse de antes, de agora ou de depois? como se desprende do antes e depois e vive esse agora? esse agora nervoso de balançar a perna. de se deixar à mercê do vento. apegado à fradilidade momentânea. do frágil ao forte. porque o nervosismo, a ansiedade têm a sua força. e o pegam até a exaustão.

tantas


de um modo estranho percebo minha vida vida se escrever pelas mãos de outra pessoa. não que eu tenha conhecido ou vindo de qualquer lugar maravilhoso perdido às margens dos meus pensamentos estranhos. mas é como se pra escrever, até mesmo minha própria história, tenha que me separar dos sentimentos e criar a personagem de uma personagem, a personagem que escreve, que cria, que voluntariamente vai contar a história, ou um trecho dela, da vida entediante de uma face de si mesma.
ainda que tenha um outro nome, ainda que tenha um outro rosto, precisou imaginá-la para escrevê-la, precisou ser ela. seja nas imagens que construiu, nas cenas sóbrias, nos diálogos frágeis, nas ilusões constantes. ela foi escrita para ser eu. talvez aprimorada, ou com um nome que eu queria ter. o mundo de ficções se suspende. porque não há um traço que separa tão linearmente essa história. os sentimentos e as percepções não são mentirosos, são histórias imaginadas do que poderia ser. o mundo se constrói e se lapida por atitudes indecifráveis e surpreendentes, não posso expressá-las sem vê-las, sem sentí-las de algum modo. e imaginar, e escrever me faz sentir.
que eu seja um personagem meu. e que me veja à distância, na cabeceira da cama, escrevendo um conto sobre o meu dia. no final de tudo o que importa é o prazer de lê-lo. a consistência de uma imagem transcrita em palavras. uma imagem que pode ser tantas. que pode até mesmo ser eu.
[20.04.2008]

sábado, setembro 20, 2008

alguém?

preciso de alguém que me ensine como se aceita, como se entende, como se supera.

terça-feira, setembro 09, 2008

sejamos

será que me resta alguma paciência? alguma possibilidade estranha de começo? essa minha quantidade infindável de histórias paralelas as vezes me confunde. de um modo tão absurdo. de um modo tão complexo. em todas essas coisas. em todos esses lugares. será que os escritos precisam mesmo significar? a significação e o entendimento são tão subjetivos, tão individuais. somos muitos. e todos estranhos. cada um com suas especificidades, com sua capacidade de estranhamento. estranhemos os detalhes da vida. os detalhes de nossa história própria, de nós mesmos. conhecemos nossos detalhes. conhecemos. e sejamos! nossa busca por liberdade é maior e é o mais forte de nós. sejamos auto-suficientes quando for preciso. somente quando for preciso. sem arrogância. somente com a intenção de superar nossas limitações. filtrar os desejos e os medos as vezes é necessário. talvez a liberdade esteja em entender. em perceber as possibilidades, em chegar até elas. e vamos seguindo. passando por lugares e pessoas. nos apaixonando. pela vida. porque a vida é forte. e leve. e é onde estou. nessa imensidão de erros e acertos. porque não sou perfeita. e nem quero ser. vamos lutar e escolher o caminho juntos. e que seja um longo caminho. cheio de altos e baixos. como a vida é.

o importante? é emocionar. e se emocionar. é por isso que eu canto. é por isso que eu escrevo. mesmo que seja só pra mim.

domingo, agosto 31, 2008

eu

guardo algumas lembranças em pequenos objetos. que talvez só signifiquem pra mim. é isso mesmo o que deve importar. eu posso ficar feliz com elas. com essas lembranças guardadas em antigas imagens. em sorrisos fortes e sinceros. pelo menos o meu foi. e de alguma forma continua sendo. de certa forma lembrar nos faz reviver. nos torna. nos faz. pelo menos pelos próximos dias acho que consigo viver com as memórias presas nessa caixa... cheia de fotografias, de bilhetes... cheia de uma vida que eu tive, e que as vezes doí imaginar a que distância está.
podemos ser felizes com as memórias por certo tempo. mas não dá pra viver delas. em algum momento precisamos encarar a vida de frente. esses nossos futuros dias. e daí já é hora de começar a olhar pros estranhos. a reconhecer possibilidades. a perceber que, no fundo, o que resta é sempre só você. perceber que as pessoas e os lugares podem passar. que eles se despedem por mais que doa pensar nisso. só resta você. eu. sou eu. a pessoa que precisa aprender a atravessar a vida. a ser feliz por si. a ter um amor incondicional. sou eu. sou tudo o que resta.

terça-feira, agosto 26, 2008

loucos e livres

o rabisco de um rosto. um perfil cheio de voltas e descrições. porque as palavras rodeiam o corpo e outros pedaços de cada um. não sejamos tão simples em alguns dias. o complexo, a confusão, a loucura tem a sua beleza... incontida... pelos gritos, pela força. sejamos loucos quando for preciso. porque a loucura liberta. e precisamos nos encher de liberdade.

sexta-feira, agosto 15, 2008

absorção

a gente se encontra logo ali, entre uma rua e outra. em algum pequeno espaço no infinito. relação de um detalhe só, de um tipo de amor inconfundivel que norteia alguns pedaços dos meus dias. eu quero andar mais levemente. devagar. com tempo de olhar nos olhos, de olhar pros muros, pras marcas que conduzem, que inspiram, que repousam sob a imagem da cidade. das pessoas. das idéias. vivemos sempre momentos de absorção. de sentimentos. de lugares. de experiências. da vida que se deixa inspirar por pensamentos crueis e sublimes. somos só uma parte disso. uma linha jogada numa rede infindavel e confusa. cheia de coincidências, acasos, destinos. ou do que se possa chamar de momentos sem explicação. as coisas simplesmente acontecem. elas são de uma força que suga e nutre quem vive. quem se deixa viver. e eu quero sentir. e eu quero que sintam. se for pra gritar. que grite.

terça-feira, agosto 12, 2008

"..."

"(...) O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão." - C. Lispector

domingo, agosto 10, 2008

degraus

um menino sentado numa escada de apenas uns cinco degraus. será que posso chamá-lo assim? à primeira vista talvez não lhe pareça um menino somente, merece um olhar que alcance além do corpo. sentado meio ausente pensando na vida talvez, tentando controlar os pensamentos, querendo dormir pra isso. degraus meio perdidos na paisagem urbana. aquela última casa que tenta resistir aos arranha-céus, foi o lugar que escolheu. como se restaurasse junto à própria vida a história do mundo . talvez hoje alcance aquele pôr do sol esperado por dias. vai depois de todos...sozinho...por caminhos de areia. parece não precisar de ninguém...parece gostar de todos! talvez o mais óbvio por vezes seja o mais difícil de enxergar. merece um olhar mais apurado, além da tentativa de compreensão. talvez não sejam as palavras que importem. talvez o olhar diga alguma coisa, mas como saber o que? fico por fim imersa em meias tentativas... em meias intenções. tentando achar esses cinco degraus perdidos no meio da cidade.

[março,2007]

entardecer

longa espera. uma infindável busca por anseios, por trechos, por claros recortes de vida. não foi simples, não como se esperava. que me puxasse pelo braço, deixando as marcas desses dedos calmos. não foi leve, nunca como eu quis que fosse. cheios de trágedias cotidianas, daquelas que nem o tempo é capaz de curar. por perto, sons que de uma forma intrigante não vem de mim.

[outubro,2006]

imagens



porque algumas imagens merecem ser lembradas.

desejos

me conta. me encontra. tenta inibir meus desejos e bloquear minha fuga. vê se torna dificil esse caminho de volta, me faz querer ficar por mais que eu vá. e nesse rumo ao futuro, nesse consolidar de metas. a cabeça esfria. o coração acalma. e eu vou é seguir em frente. porque a vida não espera. e quem pode esperar?

sábado, agosto 09, 2008

tentativas

de quantas tentativas será que eu ainda preciso? um desejo resiste ao tempo e à distância? espero que não. porque eu espero que várias pessoas apareçam e passem. como eu devo passar. somos detalhes, fragmentos que permeiam várias vidas. de tantos estranhos e conhecidos que se tornam estranhos. as vezes doí parar pra pensar nisso. em como as vezes somos e tornamos as pessoas e os relacionamentos (sejam de que tipo for) artificiais. quero conseguir manter meu olhar de surpresa, de encantamento. certa dose de ingenuidade pode sempre fazer bem.

histórias

histórias instantâneas que parecem não passar. mas os dias correm, nem fazem tantos assim, e as coisas se equilibram. ficam mais calmas. e por alguns instantes até mais felizes. percebi que o que me faz falta é um clima, uma brisa, uma caminhada pela cidade, algumas pessoas talvez, não todas, algumas primordiais, as amigas os amigos. são essas as histórias que valem a pena. as que merecem ser lembradas. as que eu lembro.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Sorte de hoje: Pare de procurar eternamente; a felicidade está bem ao seu lado.

oráculo do orkut. quem acredita?
o coraçãotá longe. a preocupação táperto. mais uma fase neurótica. mas no fim tudo vai ficar tranquilo. eu espero.
uma merda isso. mas é hora de começar do zero.sem chorar mais. as cidades e as pessoas só demonstram impressões ilusórias.

quarta-feira, agosto 06, 2008

conversas solucionam. podem não diluir os sentimentos, mas amenizam. pelo menos alguns sorrisos ele conseguiu tirar de mim hoje. o dia começa melhor. ainda apaixonada. sem explicações. pequenas paixões e desejos. que o mundo gera.

terça-feira, agosto 05, 2008

nunca achei que uma saudade pudesse me fazer sofrer tanto!

sábado, agosto 02, 2008

consequências

a maior de todas as certezas. a maioria das coisas que começam acabam. dá vontade de acabar com todas as possibilidades de relacionamento. mas a tendência maior é sempre arriscar e se jogar de cabeça. a essa altura já é hora de aprender que não dá pra acreditar tanto, pra confiar tanto. o mundo é cheio de pessoas como eu. que se foda. que termine. que as sensações sejam somente instântaneas. alguns lugares são lindos demais pra se deixar machucar e afastar pelas pessoas que vivem aqui. pode ser cedo ainda. dependendo do ponto de vista talvez já tenha deixado passar muita coisa. mas não importa. pelo menos não agora. talvez amanhã quando acordar com dor de cabeça e com lesões que não são fisicas. mas por hoje a vida começa de um jeito diferente. pelo menos por esse fim de noite preciso de algum modo de libertação.

voltar pronta pra outra. pra continuar ou começar qualquer coisa. tô cansada dessa situação atipica. de me sentir parte e não ser. que o mundo grite as suas consequências como eu.

sexta-feira, julho 18, 2008

cheia de lembranças já.

sem sentir os dias passarem.
mais cearenses chegando.

felicidade que aumenta gradativamente!!!!

sábado, julho 12, 2008

terceiro dia

algumas coisas podem continuar... e serem extremamente prazerosas...

sexta-feira, julho 11, 2008

segundo dia

não se consegue dormir. são tantas coisas, tantas possibilidades. que só páro pra pensar na vida e no tempo. e ficar divagando por terrenos inusitados. quero essa paisagem na minha janela. quero tanto daqui que não consigo imaginar uma despedida. parece que faz mais tempo. o que muda a sensação de velocidade, de imagens passageiras ou estáticas? tudo foi bom, mas não parece passar. talvez porque eu queira tanto do tempo, só olhando ao redor e me enchendo de sensações, de todos os sentidos. imagens e desejos simples. não imaginava que fosse tanto. que a naturalidade de estabelecesse desde o começo. mas foi assim. o mundo e suas belezas extremas. e suas forças e confusões absurdas. já foram tantas coincidências, que começo a pensar que a dimensão, o espaço, as distâncias, não fazem diferença. como mero acaso. com o clichê de pôr a culpa no destino, o que tem que acontecer realmente acontece. não preciso forçar a barrar e forçar situações. mas são tantas as possibilidades de começos. já existem tantos caminhos possíveis. será que a dúvida pode passar por cima da certeza? pena que nem tudo pode caminhar junto. pelo menos não sem sentir que estou fazendo alguma coisa errada. enfim. já começou. tantas das minhas sensações já foram expostas com menos de 24 horas. por quanto tempo será que sou suportável? até agora nada durou por mais de um mês. e é justamente esse o tempo que eu eu tenho. com intervalos de vidas normais. não a minha. numa situação atípica. estranha. como acho que qualquer aquariana é. =]

que o mundo se abra mais cedo. que o sol seja forte amanhã. e que eu acorde.

quinta-feira, julho 10, 2008

primeiro dia

num dia inusitado e iluminado as coisas começam. com manhãs simples depois de uma noite em claro. me habituando. sentindo o clima e as pessoas. e adorando os minimos detalhes de um primeiro dia.

sexta-feira, junho 20, 2008

.

as coisas começam e acabem [ponto]

terça-feira, junho 17, 2008

,

tá chegando.. esse tempo que passa rápido demais.. e ainda não me deixou fazer nada que precisava. será que foi só o tempo mesmo? enfim. as coisas estão melhores talvez, pelo menos mais simples. nada de esperanças falsas, dessas coisas tardias e estagnadas. tudo bem, tranquilo e feliz. até agora.

domingo, junho 01, 2008

agora sim percebo o movimento. parece que só a partir de hoje ele adquiriu força. chegou toda a fé. admiração e vontade de fazer as coisas acontecerem. é como se, de algum modo, parte de mim estivesse renascendo.

sábado, maio 31, 2008

~ dias felizes ~

~ fortaleza é linda assim ~



fotografias

as vezes o que muda é o nosso próprio olhar. como se uma minima observação mudasse todas as idéias, todas as perspectivas. você aprende a ver as diversas belezas do mundo. a beleza dos sons e de cada sorriso que passa perto. até consegue aprender a sorrir. pelo olhar. as coisas conversam. nós conversamos. as coincidências fazem parecer manifestações do destino, o dia-a-dia de amizades lindas. e histórias que praticamente se escrevem, se desenham pela luz. por imagens. temos nosso mundo fragmentado em fotografias. posso escrevê-las um dia. e contar uma história cheia de acasos, de intenções, de amor, de força, crises, superações, distâncias, lágrimas. mas principalmente cheia dos sorrisos mais lindos que eu já conheci.

terça-feira, maio 27, 2008

~esqueça~

sábado, maio 24, 2008

mistério do planeta

Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta.
O tríplice mistério do "stop", que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um.No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro. De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas.Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola.
(Novos baianos)

quinta-feira, maio 15, 2008

.

ninguém entenderia.

eu destrui a vida dela. completamente. nunca senti um medo, uma culpa e uma vergonha tão imensas.acho que nem consigo conversar sobre isso. nunca vou conseguir falar claramente sobre as coisas que eu vi.talvez nem deva. mas já são tantas pessoas que sabem. já tem tanta gente que olha pra mim sabendo disso. as vezes eu queria que a minha familia fosse menor. é dificil olhar pra eles. e dificil sentir como me olham. não sei por quanto tempo é suportável. já fica presa num canto o dia inteiro.mas nem isso me impede de ouvir.talvez já tenha passado da hora de ir embora.

mas como é que eu aprendo a deixar as pessoas pra trás?

domingo, maio 11, 2008

ironias

e com que paciência eu tenho estado. já passa minimamente, e os detalhes (como eu previa) se perdem na minha capacidade fraca de lembrar. isso é bom pra mim. (imagino que seja) as coisas não acontecem quando não se pode ver, quando não se consegue falar. (será que não?)
mais uns dias e eu me conformo. nada de ficar esperando com o monitor ligado.



[cheia de ironias]

quarta-feira, maio 07, 2008

ah como eu quero de volta. o apego. como se sente falta assim? eu sinto. que não seja somente eu a sentir. lembro dos detalhes. sem encontros apenas superficiais. quero de volta. pelo menos por mais um dia.

terça-feira, maio 06, 2008

dias bons

os últimos dias foram bons. nada de supervalorizar o que nem consigo entender exatamente. nada de ficar tão à mostra, nada de deixar as sensações tão explícitas. por mera proteção. nem sei de que modo as coisas começam a acontecer. nem sei até que ponto pode ser tão frágil. somente imediata, todas as reações assim. urgentes. instantâneas. sem preocupações que me limitem. mas fica uma idéia meio presa, uma sensação de que nem tudo devia ter sido como foi. enfim. nada tem que ser pra explicar. que seja confuso e dúbio e omita os fins de frase. o importante são os detalhes, coisas que consigo lembrar. talvez não por tanto tempo. minha memória estranha e meu modo meio confuso e perdido de ir e vir talvez não mantenha por tanto tempo. dias são felizes. e isso basta.

[ou não]

segunda-feira, abril 21, 2008

de uma história transcrita de algum livro. um daqueles cheios de sorrisos pelo caminho e dias felizes. com cenas bonitas e simples. naquelas imagens de janelas e portas coloridas. e pessoas com expressões fortes, marcadas pelo tempo. são diferentes. são especiais. e são lindas.
quero viajar. correr pela rua afora. e conhecer tudo o que for possível.
vou alimentar meus sonhos.
vou desejar mais.
tentar mais.

e conseguir.

sexta-feira, abril 11, 2008

são tantas as imagens extraordinárias do mundo. em toda a sua confusão resta uma leveza que conduz. vou seguindo junto, mesmo sem ter idéia de onde posso chegar com isso. talvez num abisma. daí escolho entre um salto e o caminho de volta. acho que já escolhi. sempre se pode voar, de algum modo.

segunda-feira, março 31, 2008

fase?

uma fase cheia de lapsos de responsabilidade e envolvimento. será que chego a ir além dos limites? parece que encontrei tempo e paixão onde não tinha antes. dias felizes. com uma consciência apurada das minhas próprias idéias e opiniões. espero que ainda haja tempo dentro disso tudo, pra ver e ser vista.

quinta-feira, março 27, 2008

frageis

a conhecer pessoas soltas, de diversos lugares. num conhecimento meio superficial, buscando chances de ver e falar mais vezes. mas é possível? as amizades se formam. mas dá pra consolidar qualquer relação à distância? claro! a gente acredita, vê, percebe, fala, discute. e se enche de idéias e memórias. e vai buscando as sutilezas de cada uma das relações, de cada um dos laços... por mais frageis que sejam.
continuações.

terça-feira, março 25, 2008

lembranças

vamos tirando pequenas coisas dos mais diversos lugares. e construindo cada folha. nos apropriando de alguns pequenos detalhes da vida dos outros. alguns pequenos resquicios como o som das palavras. o mundo nos enche de lembranças e preciso guardá-las em algum lugar.

terça-feira, março 18, 2008

teresina

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

(Cajuína)

quarta-feira, março 12, 2008

~ absorva ~

terça-feira, março 11, 2008

quero os meus detalhes. e voltar para as minhas próprias histórias.

[sozinha?]

.enfim.
.por fim.

[será?]

segunda-feira, março 10, 2008

pessoas

as pessoas esperam demais, cobram demais, punem demais. meio afastada do mundo. reclusa no retalho de uma casa. que talvez até tenha certas histórias felizes. mas de um modo geral (infelizmente) a memória se concentra nas tragédias, nos intervalos, nessas fases confusas que levam à vida a um estado meio perdido. não me sinto bem. como se um pedaço estivesse pendendo. como se tivesse perdido as coisas importantes. o mundo e as pessoas não são simples. e eu me sinto no direito de não ser. quero um pouco das minhas próprias lembranças, dos sorrisos que já consegui ter. das sintonias. as relações se fragmentaram. e eu sou, pelo menos por hoje, toda de fragmentos. de pedaços, de resquicios. de algumas histórias que tenho assistido à distância. o caminho se abriu, em várias pequenas estradas de terra. em que grupos se transformam. uns em dupla. uns sozinhos. fico tentando enxergar a distância. fico tentando conduzir. quero ser capaz de me ver. de juntar os pedaços e levantar. esqueci como se vive por alguns segundos.

terça-feira, março 04, 2008

~ pedaços ~

~ com tantas semelhanças. será que as pessoas veem o modo estranho como tratamos a vida. seremos confusos pra sempre? ~
~ quero esbarrar nos caminhos dos outros. olhar e ver todas as distâncias. equilibrios? será que existem? que me olhem de perto e eu me encha de graça. ~
~ perfis. frações da mesma pessoa. pedaços de um corpo que não se conhece. ~
~ eu quero reconhecer as minhas limitações, quero ultrapassar todos os limites. que me critiquem. que me esnobem. que se encham. eu não ligo. ~
~ eu sei o que eu faço. eu sei dos meus erros. mas sou cheia de fé e confiança. isso ajuda? ~

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

...



~eu quero entrar nesse mundo difuso~

domingo, fevereiro 03, 2008

instantes

é. você com certeza é uma dessas pessoas. uma dessas que vive por observar. essas simplicidades absurdas do mundo. todos os detalhes. mínimos. querendo sentir a leveza da chuva no corpo e ouvir todos os sons possíveis. e sente. e ouve. o mundo se deixa ver. se deixa sentir. com todas as suas sutilezas e fragilidades.
você pode descansar em seus detalhes ou dançar enquanto o dia começa. pode simplesmente se deixar ficar. dessa vez sem pressa. sem procurar tanto por histórias utópicas. talvez já seja hora de manter os olhos abertos. não sentimos como o tempo passa. nem sua rapidez, nem sua calma. é como se fosse escrevendo uma folha inteira, vezes por dever, vezes por paixão. onde é que ficam suas escolhas? as imagens parecem lindas. qualquer pessoa pode ser linda assim. os dias as tornam. são sempre imagens que vemos passar. perto ou longe. sempre frações de um mundo tão confuso quanto você. é capaz de distinguir o certo e errado, bem e mal. se é que se pode definir algo por extremos. mas não lhe importa. os instantes. são eles que valem. são esses segundos em que você não se apressa a olhar o relógio, esses onde você não percebe a altura do sol, nem se escurece. as palavras e os olhares estão cheios de uma coisa da qual ainda não consegue falar. que esses sejam eternos. que possa escrevê-los ou lembrá-los a qualquer hora. eu posso esperar. qualquer um pode. estou em uma pequena caixa com frases de uma história que tenta se escrever.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

palavras soltas

composições próprias. janelas abertas, fechadas. frestas. vozes e cantos. fogo. cinzas. olham-se. e são lindos. mundo cheio de clichês. adoro. todas as histórias. felizes ou tristes. sempre cheias de algum amor. anônimos. importa? o mundo. a vida. a espiritualidade de cada um. detalhes escritos. vazios. presos em cicatrizes. alguns renascem. e eu posso. entre o comum. o normal. os estranhos são mais felizes. e eu quero ser mais feliz.

expectativa

até que ponto se pode controlar a própria mente? como se separa sonho e realidade? quando histórias e cenários imaginados passam a se tornar lembranças? talvez eu assista de perto as minhas escolhas. ou me afaste do corpo e observe pequenas frações. eu quero o completo, o controle. ver o reflexo certo, não o que espero ser.

terça-feira, janeiro 22, 2008

=[

comecei a notar que não estou nos albuns de familia, que tem uma pequena fração de tempo que todos lembram e que de uma maneira incrivel não estou na maioria delas. sinto pelo tempo gasto e por uma falta infundada. o mundo nem sempre precisa me perceber. dentre tantos, de todos os nomes e rostos que eu lembro, os amigos são poucos.

sábado, janeiro 05, 2008

feliz

e as coisas boas estão de volta. voltam os dias felizes em boa companhia. sentia falta. de cada um. dos momentos "hare". os grandes amigos me trazem de volta. a melhor delas. muitas flores pra encantar dias felizes. que sejam eternos. como relacionamentos calmos. instantes. mundo. "hare". mágico. feliz. [ponto]

quinta-feira, janeiro 03, 2008

mundos

sinto um pouco de falta. mas é como se estivesse em uma transição, não uma comum, como a que acontece em todos os anos. sem desejos traçados. somente tentando deixar as sensações vivas. estando sozinha quando preciso estar. convivendo bem mais comigo. com medo de proximidades excessivas, como se de algum modo soubesse que todo conhecimento gera despedidas. mundos ansiosos os meus. precipitados. cheios de sofrimento por antecipação. mas a vida começa mais calma esse ano. querendo colocar meus mundos em ordem. de um modo estranho, apresentá-los individualmente à mim.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

futuro

ah... essa simplicidade que não me convence. quero meu próprio olhar de volta. talvez agor esteja disposta a deixar esse mundo relutante pra trás e comçar um futuro mais simples. que abram os olhos. que possa começar. talvez esperem. talvez não.

domingo, dezembro 23, 2007

"Canção pra Jade"

"Desde quando eu te vi. Tudo ficou mais lindo:A rua, a lua, o sol no céu luzindo.Olhando teu olhar, Ouvindo a tua voz. Chego a não crer, a me surpreender, feliz, sorrindo. Estrela singular. Da luz do amor nascida. Antieclipse lunar da minha vida. A cada passo teu segue meu coração, por entre os móveis, calçadas, parques e avenidas.

*Viva cada instante, viva cada momento, Proteja da razão teu sentimento.Tente ser feliz enquanto a tristeza estiver distraída. Conte comigo a cada segundo dessa vida.*

E o tempo vai passar ao longo dessa estrada. Novas estórias lhe serão então contadas.E você vai crescer, sonhar, sorrir, sofrer entre vilões, moinhos, dragões e poucas fadas.

*Viva cada instante, viva cada momento, Proteja da razão teu sentimento.Tente ser feliz enquanto a tristeza estiver distraída. Conte comigo a cada segundo dessa vida.*"

(Toquinho)

quarta-feira, dezembro 19, 2007

liberdade

já sinto uma leve brisa. como se a liberdade estivesse esperando pra entrar. e está quase. já sinto as asas e o mundo aberto pra mim. quero voar pra longe. voltar algum dia. mas agora me faria bem voar. só onde eu possa ver pessoas sorrirem, andando, leves.. felizes...livres. quero a felicidade e a liberdade do mundo. talvez esteja perto. talvez a transição comece semana que vem.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

...

e com tantos espaços soltos no mundo. desejo um só. me dói ver essa distância absurda. e quando vou poder estar perto? ir e ficar.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

medo

[...]

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

Medo de olhar no fundo. Medo de dobrar a esquina. Medo de ficar no escuro. De passar em branco, de cruzar a linha. Medo de se achar sozinho. De perder a rédea, a pose e o prumo. Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo. Medo estampado na cara ou escondido no porão. O medo circulando nas veias. Ou em rota de colisão. O medo é do Deus ou do demo. É ordem ou é confusão.O medo é medonho, o medo domina. O medo é a medida da indecisão.

Medo de fechar a cara, medo de encarar. Medo de calar a boca, medo de escutar. Medo de passar a perna, medo de cair. Medo de fazer de conta, medo de dormir. Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer. Medo de se amargurar pelo que não se fez. Medo de perder a vez. Medo de fugir da raia na hora H. Medo de morrer na praia depois de beber o mar. Medo... que dá medo do medo que dá. Miedo... que da miedo del miedo que da.

[Miedo - Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis]

terça-feira, dezembro 11, 2007

pessoas

quem mede as pessoas? quem pode perceber além da superficialidade? se as pessoas são pequenas. controversas. dificeis. meio tristes. felizes demais. estranhas. quem pode dizer? quem não é? em certos dias você assiste um pouco certas pessoas. aprende a gostar. a admirar. as mais diferentes. as mais controversas. de um modo confuso. sabe que despedidas são necessárias. sabe que certos laços se quebram. mas sente tanto por eles. como se a cada diz precisasse se refazer de novas despedidas. uns pelo barulho. outros pela atenção. um respeito. ou no minimo um poudo de carinho adquirido.

domingo, dezembro 09, 2007

começar

sumiram. já não consigo vê-los. de algum modo as janelas não podem ser abertas. me volta um rosto de menina que se esconde embaixo dos lençois. que volta pro quarto sozinha. e tranca a porta. pra ficar. por qualquer tempo. talvez nenhum seja suficiente. basta pra ela. os desejos dissipam. pretende começar. talvez possa voltar. o tempo pode esperar um pouco. ela acalma o próprio corpo. tem tanto pela frente. que detalhes podem ser deixados pra trás. com sorrisos. com lembranças boas. com o que puderam deixar perto dela. lhe restam algumas fotos. alguns convites. alguns trechos escritos nos melhores dias. talvez páginas inteiras de boas lembranças. nada a impede de ter mais pela frente. só esse sensação. estranha. e reconfortante. o mundo de braços abertos. tanta força na sua voz de menina. tantos sonhos presos. tantos lugares. tem tanto do mundo pra ver. agora começa a correr. a perder a imagem do espelho. partindo para o outro lado. uma viagem de sonhos. sem limites. sem prisões. sozinha. pessoas pra serem vistas. deixando sorrisos. mas seguindo sozinha. por seus próprios pés. finalmente aprende a começar.

lugares perfeitos?


sexta-feira, dezembro 07, 2007

pena

pena. pena que eu não posso simplesmente nascer de um dia pro outro. que eu não posso só ir embora. que eu sinto tanto por todos eles. que eu me puno tanto. por que ninguém vê isso? eu queria, que me olhassem diferente uma noite. só uma. que eu fosse outra. que de algum modo eu pudesse ser melhor. que pusessem simplesmente me amar. que os meus defeitos pudessem passar desapercebidos pelo menos uma vez. que o mundo fosse diferente e não esperasse tanto de mim. porque eu não sou perfeita. porque qualquer pessoa merece errar. merece um pouco de aceitação e amor. porque ninguém consegue ser perfeito o tempo inteiro. eu não sou imune. eu não sou igual. não consigo. não choram por noites inteiras. por tudo que eu eu perdi. em uma só noite. em toda essa sensação absurda. de ficar sozinha. de achar que o mundo está de costas pra mim. de aceitar isso. é opção minha? talvez seja. talvez eu precise de um tempo. como qualquer um precisa. um tempo sozinha. um tempo meu. com paranóias. com medos. com todos os possíveis medos que todo mundo tem medo de admitir que tem. como todos tem. sair só. sair e reconhecer um pouco do mundo em mim. com detalhes e segredos absurdos. sem companhia. sem estranhos ou conhecidos. e como? e como se desvincilhar? e como se afastar? com medo. com receios comuns. de que ocupem meu lugar. se é que já tive algum. talvez seja tarde. pra voltar pro mundo. pra recolher tudo e começar. pra voltar. o mundo, por fim, existe sem mim. e as pessoas continuam. com tudo. com cada um dos seus detalhes. talvez eu não preise percebê-los. talvez eu não seja essencial. eu não sou. e como se livrar da sensação. e como se livrar do que foi construído? do amor que só resta em mim? que se construam sozinhos. apesar da influência. e do caminho lapidado. as coisas acabam. o amor acaba. não por mim. por alguém? acho que sim.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

boa noite

boa noite. que os detalhes aconteçam. conversas à toa que preenchem algumas noites. sem ouvir a voz. uma impressão de proximidade estranha. será que coisas assim podem ser mútuas? quero mais é conhecer esses detalhes do mundo. peculiaridades de cada pessoa que passar por mim. porque de um modo absurdo estranhos são importantes. me fazem querer vê-los. ouvir a voz. e cheios de desejos por bons dias. boas noites. são simples. um 'oi' prolongado. conversas fortes. pelo excesso na medida certa. se há qualquer excesso. quero todo. com todas as controvérsias, com todas as paranóias. com a sensação de ser inacreditável.