de um segundo a outro. as sensações são as mais extremas. agora tenho uma felicidade indefinida e sem explicações. uma daquelas coisas que te faz sentir brisas, e se iluminar um pouco, por alguns instantes completamente, pela lua. uma única pessoa, por mais estranha que pareça, te faz acreditar nas outras. te faz sentir vontade de estar perto do mundo. de deixar um pouco das melhores coisas que tem em você nos lugares que passa. te faz sentir vontade de passar por todos os lugares. meio que lembra as coisas que ainda quer. faz acreditar. faz renascer.
Mais recortes. Mais meias histórias. Somente frações do tempo. Contruções inadequadas ou perfeitas? A vida se resume ou se amplia em uma caixa de retalhos???
domingo, outubro 07, 2007
sábado, outubro 06, 2007
pessoas
cheia de surpresas diárias. cheia me me sentir menos por algumas coisas. talvez o mundo não esteja de braços abertos pra mim. é compreensivel que não seja sempre tão auto-suficiente, com tanta auto-estima. algumas coisas nos fuzilam as vezes. não preciso de desculpas e de histórias estranhas e mal resolvidadas, principalmente dos outros. as minhas já bastam. eu não quero ser ouvida, só tô precisando de um silêncio compartilhado sem intenções. só o silêncio. e talvez a companhia me baste. o mundo e as pessoas tão complicadas e cheias de si. preciso de dias em casa. levando a vida um pouco a sério.
quinta-feira, outubro 04, 2007
tempo
como se olha pras pessoas quando uma coisa assim acontece? nada de mundo e pessoas perfeitas. mas como se muda "pequenos" detalhes? eu não conseguiria. é como se sentisse culpa pelos meus pensamentos. e sem coragem pra me despedir sinceramente. tudo, afinal, é questão de tempo. quanto? tenho medo de tocar e falar com as pessoas à essa altura. talvez seja melhor esperar e por vezes chorar sem que ninguém veja.
domingo, setembro 23, 2007
pequeno e complexo
dias feitos de pequenas mudanças. algumas fragéis que podem quebrar de forma bem simples. como uma página em branco pode refletir a vida de alguém? talvez trate bem da minha. talvez seja idêntica à essa forma instável de viver. e aos detalhes absurdos que tento imitar por vezes. são coisas complexas. e ao mesmo tempo tão pequenas. será que o complexo contradiz o pequeno? será que existe contradição na vida de qualquer pessoa? tudo o que fazemos e procurar pela melhor forma, pelo caminho mais feliz. talvez não necessariamente feliz mas é no fim de todos os nossos dias que buscamos trazer da memórias os pequenos e complexos instantes de felicidade. alguém consegue explicar o a complexa beleza da simplicidade? eu iria querer guardas essse segundos em algum pedaço da memória, em algum parte do dia, em alguma pequena e feliz história.
domingo, setembro 16, 2007
dias
dias comuns. tenho tentado me afastar de cada um deles. só dias simples e frageis. em pequenas cidades em que deixo sentimentos tão grandes. tem uma força minha lá.
sexta-feira, agosto 31, 2007
tentativas
belezas infundadas. pequenos detalhes que vão conduzindo sentimentos. e nada importa. e nada se mantêm por muito tempo. talvez chegue o dia em que se viva sem essas sensações absolutas e momentâneas. eu bem que queria fugir. os lugares me esperam de alguma forma como se a mudança fosse mutua. só com tentativas se pode testar e conhecer a vida melhor.
quinta-feira, agosto 30, 2007
"amor"
e cada amor. nos é contato em cada dia. sejam dos simples e puros aos arrebatadores. são todas elas pequenas formas de amar. e o amor é como um clichê. uma história recorrente que nos persegue, que nos faz sempre tentar voltar no tempo e fazer melhor, que nos instiga a gritar alto e viver cheia de impulsos. sentem tão forte mesmo antes de tocar.
e quase poderia viver sem o toque. se houvesse proximidade, ouvisse a voz, ainda assim a vida seria "doce". o amor é controverso. entre desejo e repulsa. calma e turbilhão. o encontraria em qualquer lugar. correria por qualquer caminho se restasse uma minima esperança. escrevê-lo é encher a vida de clichês.
e quase poderia viver sem o toque. se houvesse proximidade, ouvisse a voz, ainda assim a vida seria "doce". o amor é controverso. entre desejo e repulsa. calma e turbilhão. o encontraria em qualquer lugar. correria por qualquer caminho se restasse uma minima esperança. escrevê-lo é encher a vida de clichês.
quarta-feira, agosto 15, 2007
lapidando
e em cada lugar tem um retalho de mim. alguns fortes, com cores vivas. outros meio mórbidos. todos juntos contam uma história qualquer. de pular janelas, correr pela areia, caminhar pela madrugada. deixar a janela do ônibus toda aberta. o vento batendo no rosto, como se só as sensações de força pudessem me mostrar vida. e cada um desses pequenos trechos, cada frase desconexa vai lapidando.
quarta-feira, agosto 08, 2007
noite
é tarde. silêncio. e quando se está em um lado da cidade onde mal se ouvem os carros se ouve cada simples som, de folhas sendo arrastadas, vento forte. de uma calma absurda. alguns medos surpreendem vez ou outra. como se as mais simples histórias só pudessem existir durante a noite. vai alimentando idéias, medos, sentimentos. enche tudo de uma obssessão pelo mais simples. silêncio. por alguns instantes enche o quarto de uma angústia e calma ao mesmo tempo (se isso for possível). pra surprender de uma forma mais forte. pequenos sons de vidas que não param, que não fazem o intervalo habitual de se recolher à noite.
como se estivesse no centro de um círculo. sentindo e dando vida à cada coisa ao meu redor. como o vento forte que agita as folhas das árvores. uma incoerência. estar entre o mundo comum e a simplicidade.
domingo, agosto 05, 2007
acreditar
você as vezes tenta criar uma nova vida. tenta conhecer novas pessoas. e mantêm tudo um pouco a distância. talvez possa ser perfeita, afinal, sem essa proximidade. não sei se seria mais fácil acreditar em alguma coisa como o destino, acreditar que tudo está irremediavelmente traçado, que não pode escolher as pessoas que passam, que o início de uma conversa estava predestinado quando achava que tinha, finalmente, conseguido encontrar coragem em si mesma. talvez pra algumas coisas ele tenha o seu valor, mas não em tudo. gosto de acreditar que os meus acertos e erros são o que vão desenhando o meu caminho, de acreditar que tudo seria completamente diferente (talvez melhor, talvez pior) se tivesse ouvido ou recusado alguns conselhos. a vida é controversa afinal. nós somos todos controversos. choramos e sorrimos juntos. camuflamos algumas tristezas. tentamos parecer sempre fortes. e acho que nunca conseguimos. algumas vezes é no silêncio que se busca e se encontra as respostas mais importantes. quando todos os outros dormem e somos obrigados a conviver um pouco conosco, a tentar ouvir melhor a própria voz. acho que até perdemos alguns medos e as coisas parecem mais simples. mas. resta sempre um "mas". não há nada melhor do que acreditar. seja em algo como o destino, o amor, ou em alguém. de certa forma é como se fizéssemos um pouco a nossa parte. não que acredite e fique esperando que a "fé mova montanhas". mas não há nada que nos mova mais do que acreditar. e embora seja inevitável não perder a esperança algumas vezes sempre resta um pouco dessa fé, que se multiplica até que posso viver por ela. acreditar. seja no que for. as vezes não acontece exatamente como se deseja. talvez seja um grande passo olhar pra si mesmo. e ver quem realmente merece que se acredite.
quarta-feira, julho 25, 2007
interior
vivendo às duas da manhã! arrumando a mochila. indo. pelo menos dessa vez sem avisar. só chegar na cidade no alto da serra grande, esperando pelo frio. levando livros e uma história para ser escrita. o ônibus sai às oito horas da manhã. e ainda aqui. sem querer dormir agora. sem querer dormir mais tarde. quero ver as cidades passando pela janela. com todas aquelas casas coloridas, com familias reunidas nas calçadas, cadeiras de balanço, de couro. com admiração e brilho no olhar. poderia descer em cada uma das cidades, andar pelas ruas, ouvir as conversas. pelas feiras. bodegas. botequins. de volta ao início. percebendo que, apesar do tempo, algumas coisas não mudam. ainda caminham pelas calçadas com aqueles chapéus típicos. cumprimentando. as vezes se conhecem, mesmo somente de vista. "bom dia", "boa tarde", "boa noite" são distribuídos pelas ruas. e tenho medo de responder. porque o hábito nos pune em certas horas. cansa andar por aqui. esbarrar nas pessoas pra sentir o toque, pra sentir vida. fechar vidros e portas. viver sempre o medo mais intensamente. todo o medo. medo de que alguém me olhe mais de perto e veja todos os pecados. quando volto de lá? espero trazer de volta a vontade de ser vista, de ser ouvida, de que gritem meu nome de alguma porta enquanto ando pela cidade, quero que sintam o mundo, as ruas, as pessoas. quero existam mais pessoas assim. quero que a cidade ganhe uma familia e traga de volta a pureza, a simplicidade de uma pequena cidade no alto da serra grande.
sábado, julho 21, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
um só dia
incrível como as coisas que começam tão fortes vão se diluindo com o tempo, talvez volte se eu puder chegar perto. mas vamos seguindo caminhos diferentes, e o fascinio vai se perdendo pelo percurso. talvez as mais belas histórias fiquem mesmo melhor como lembranças, uma memória feliz, uma boa história pra contar. talvez falar tanto de certos dias seja um meio de trazê-los de volta. vou construindo minimamente algumas cenas, minha memória as vezes confunde, entre tantas, o que realmente aconteceu? queria ser capaz de lembrar de cada palavra. as ruas eram diferentes. mas a força, a paixão, eram as mesmas. é o que mais importa.
[antes do amanhecer - antes do pôr-do-sol] algumas cenas semelhantes.
domingo, julho 15, 2007
impressão
algumas pessoas já na primeira impressão, à primeira vista, trazem uma idéia, uma imagem, que até o tempo tem dificuldade de afastar.
vamos tirando pequenas coisas dos mais diversos lugares. e construindo cada folha. nos apropriando de alguns pequenos detalhes da vida dos outros. alguns pequenos resquicios, como o som das vozes. o mundo nos enche de lembranças e preciso guardá-las em algum lugar.
quinta-feira, julho 12, 2007
fortaleza
sentindo o cheiro da chuva durante a madrugada. às três da manhã, talvez não seja a melhor hora pra estar acordada. mas não resisto ao desejo de viver a noite de uma forma absurdamente simples. uns minutos de chuva forte, o suficiente pra acalmar. o silêncio. o desejo maior é de estar fora de casa, de andar pelas ruas vendo a calma ou o turbilhão que movimenta a noite. cada rua contaria um pequeno trecho do conto. seriam como personagens lapidando cada frase. quanto tempo preciso passar olhando pra essa cidade e escrever um pouco dela? as vezes o caminho mais longo é o melhor. talvez seja sempre. tem mais ruas e pessoas passando pela minha vista. e vou absorvendo tudo, cada cheiro, som, cada sensação. o vento forte quando chega perto da praia. uma rua daquelas mais altas e embaixo um pouco da praia da futuro, ambientada claro pelos contrates tão comuns por aqui, também. o olho se prende nas pequenas relações que passam pela janela, uma mãe que carrega o filho no colo ou o puxa pelo braço. as pessoas subindo as escadas de um pequeno (bem pequeno) "morro" pra chegar às suas casas, um cemitério... uma igreja na frente. no começo da beira mar. beira mar, cartão postal. onde o fluxo talvez seja de segunda a segunda. com pessoas correndo pelo calçadão, em meio a diversos estrangeiros, alguns que vem por um turismo não tão bom, nem sempre são as nossas praias que eles vem conhecer. beira mar, um lugar pra ser visto. como tantos. pena as paisagens as vezes camuflarem uma poluição e um desrespeito tão absurdo. passa por hoteis, de três, quatro estrelas. pelo aterro da praia de iracema. e um prédio, que não canso de observar. um prédio meio sem nexo, sem equilibrio, que surpreende, que tem beleza, apesar de não ser exatamente um lugar ideal pra se morar. podia ficar horas diante daquela fachada. vendo o movimento das pessoas entrando e saindo. convivendo mais de perto, propicia até à esbarrões. a multiplicidade que corre pelas ruas. que anda e se aproria de fortaleza como cenário. quero contar essas pequenas histórias. da convivência com esse espaço. com essas pessoas. que as vezes, anônimas, nem são vistas. talvez eu tenha conhecido, já há algum tempo, uma exceção.
domingo, julho 08, 2007
alguns lugares
alguns lugares merecem espaço na memória. são algumas dessas lembranças que dão força pra levantar. pra tentar em certos dias ver o sol nascer. porque não há hora mais linda. onde os sons, a calma e as pessoas ainda tem alguma pureza. talvez porque a maioria dorme a essa hora. assim a sinceridade está ali. na beira da cama de cada um. nos assistindo dormir.
vontade
a vontade é conhecer o inusitado. passar meio perdida pela multidão. café ao ar livre no centro da cidade. vendo as pessoas passarem, conversarem, sorrirem. sem olhar pra mim. porque afinal, quero ser a incógnita. o anônimo livre pra observar. e contar. e me apropriar de pequenas histórias.
domingo, julho 01, 2007
brisa
certas coisas não se pode esperar por muito tempo. passo horas por dia observando. calma. os lugares e as pessoas andando, sentados em bancos de praça. pensando em mim no lugar deles. com olhar calmo. e livre de certa forma. querendo o mundo em cada parte de mim. trazendo todas as lembranças e imagens. num quadro vou pintando um pouco de cada lugar, pra mentê-los perto e vivos. visto em camêra lenta, querendo que as imagens puras, paradas e simples sejam mais fortes. um album de fotografias. uma coleção de histórias. me bastaria pra viver uma casa sob o sol de uma cidade meio esquecida por todos. pra começar. tantas coisas nos levam de volta, como se não importasse o que se vê além da janela. pela primeira vez quero que as portas e janelas, abertas, deixem o sol entrar. com um suspiro da brisa. renovando o ar e os sonhos. com todo o tempo pela frente.
segunda-feira, junho 25, 2007
paredes
queria poder voltar muito tempo. não iria fazer coisas diferentes, só tentar me ferir menos. e passar mais tempo entre paredes mais honestas. a confiança tem se tornado cada vez mais escassa, como se eu tivesse sido entregue, com todos os meus erros, falhas.... em uma bandeja, daquelas de prata, com uma cabeça à mostra. não espero perdão, nem pretendo me curvar. alguns lamentos se despedem. e o que resta e deitar, olhando pro teto, esperando que puxem o lençol, que girtem, que me façam levantar de alguma forma.
sexta-feira, junho 01, 2007
através de um vidro
algumas coisas acontecem....nem todas são tão claras. como se tudo fosse somente assistido através de um vidro embaçado dentro de um carro. que vai alternando em velocidades. com o medo preso no acelerador. e tudo o que vai pensando no caminho, são as possibilidades de erros, do mundo dar errado, da vida não ser nada que se sonha, ou se espera com os dois pés bem fincados no chão.
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