sentindo o cheiro da chuva durante a madrugada. às três da manhã, talvez não seja a melhor hora pra estar acordada. mas não resisto ao desejo de viver a noite de uma forma absurdamente simples. uns minutos de chuva forte, o suficiente pra acalmar. o silêncio. o desejo maior é de estar fora de casa, de andar pelas ruas vendo a calma ou o turbilhão que movimenta a noite. cada rua contaria um pequeno trecho do conto. seriam como personagens lapidando cada frase. quanto tempo preciso passar olhando pra essa cidade e escrever um pouco dela? as vezes o caminho mais longo é o melhor. talvez seja sempre. tem mais ruas e pessoas passando pela minha vista. e vou absorvendo tudo, cada cheiro, som, cada sensação. o vento forte quando chega perto da praia. uma rua daquelas mais altas e embaixo um pouco da praia da futuro, ambientada claro pelos contrates tão comuns por aqui, também. o olho se prende nas pequenas relações que passam pela janela, uma mãe que carrega o filho no colo ou o puxa pelo braço. as pessoas subindo as escadas de um pequeno (bem pequeno) "morro" pra chegar às suas casas, um cemitério... uma igreja na frente. no começo da beira mar. beira mar, cartão postal. onde o fluxo talvez seja de segunda a segunda. com pessoas correndo pelo calçadão, em meio a diversos estrangeiros, alguns que vem por um turismo não tão bom, nem sempre são as nossas praias que eles vem conhecer. beira mar, um lugar pra ser visto. como tantos. pena as paisagens as vezes camuflarem uma poluição e um desrespeito tão absurdo. passa por hoteis, de três, quatro estrelas. pelo aterro da praia de iracema. e um prédio, que não canso de observar. um prédio meio sem nexo, sem equilibrio, que surpreende, que tem beleza, apesar de não ser exatamente um lugar ideal pra se morar. podia ficar horas diante daquela fachada. vendo o movimento das pessoas entrando e saindo. convivendo mais de perto, propicia até à esbarrões. a multiplicidade que corre pelas ruas. que anda e se aproria de fortaleza como cenário. quero contar essas pequenas histórias. da convivência com esse espaço. com essas pessoas. que as vezes, anônimas, nem são vistas. talvez eu tenha conhecido, já há algum tempo, uma exceção.
Mais recortes. Mais meias histórias. Somente frações do tempo. Contruções inadequadas ou perfeitas? A vida se resume ou se amplia em uma caixa de retalhos???
quinta-feira, julho 12, 2007
domingo, julho 08, 2007
alguns lugares
alguns lugares merecem espaço na memória. são algumas dessas lembranças que dão força pra levantar. pra tentar em certos dias ver o sol nascer. porque não há hora mais linda. onde os sons, a calma e as pessoas ainda tem alguma pureza. talvez porque a maioria dorme a essa hora. assim a sinceridade está ali. na beira da cama de cada um. nos assistindo dormir.
vontade
a vontade é conhecer o inusitado. passar meio perdida pela multidão. café ao ar livre no centro da cidade. vendo as pessoas passarem, conversarem, sorrirem. sem olhar pra mim. porque afinal, quero ser a incógnita. o anônimo livre pra observar. e contar. e me apropriar de pequenas histórias.
domingo, julho 01, 2007
brisa
certas coisas não se pode esperar por muito tempo. passo horas por dia observando. calma. os lugares e as pessoas andando, sentados em bancos de praça. pensando em mim no lugar deles. com olhar calmo. e livre de certa forma. querendo o mundo em cada parte de mim. trazendo todas as lembranças e imagens. num quadro vou pintando um pouco de cada lugar, pra mentê-los perto e vivos. visto em camêra lenta, querendo que as imagens puras, paradas e simples sejam mais fortes. um album de fotografias. uma coleção de histórias. me bastaria pra viver uma casa sob o sol de uma cidade meio esquecida por todos. pra começar. tantas coisas nos levam de volta, como se não importasse o que se vê além da janela. pela primeira vez quero que as portas e janelas, abertas, deixem o sol entrar. com um suspiro da brisa. renovando o ar e os sonhos. com todo o tempo pela frente.
segunda-feira, junho 25, 2007
paredes
queria poder voltar muito tempo. não iria fazer coisas diferentes, só tentar me ferir menos. e passar mais tempo entre paredes mais honestas. a confiança tem se tornado cada vez mais escassa, como se eu tivesse sido entregue, com todos os meus erros, falhas.... em uma bandeja, daquelas de prata, com uma cabeça à mostra. não espero perdão, nem pretendo me curvar. alguns lamentos se despedem. e o que resta e deitar, olhando pro teto, esperando que puxem o lençol, que girtem, que me façam levantar de alguma forma.
sexta-feira, junho 01, 2007
através de um vidro
algumas coisas acontecem....nem todas são tão claras. como se tudo fosse somente assistido através de um vidro embaçado dentro de um carro. que vai alternando em velocidades. com o medo preso no acelerador. e tudo o que vai pensando no caminho, são as possibilidades de erros, do mundo dar errado, da vida não ser nada que se sonha, ou se espera com os dois pés bem fincados no chão.
sexta-feira, maio 18, 2007
surpresas
surpresas diárias. umas não tão boas. a simplicidade tá se escondendo atrás das portas. e certos lugares perderam a beleza. talvez seja o meu olhar sobre tudo que está sendo lapidado, e cada vez mais preciso ver de perto pra entender ou aceitar. estou outra vez parada, com as mãos presas. só vendo as pessoas passarem e querendo distâncias. pode ser que tudo o que reste seja estar aqui. talvez não precise ir muito longe por mais que queira. mas vou viver pro mundo me levar. ou pra pelo menos me deixar passar perto e sentir os cheiros, as texturas, o vento, as pessoas. e cada segundo sendo sempre como eu sonhei que fosse. como se pudesse tornar os dias mais longos. e observar cada um deles. mesmo em fotografias. e certamente ficam melhor assim. não se enchem de decepções e de desejos trágicos. a rapidez dos dias já não nos deixa sofrer. certos lugares nos esperam pra isso, pra nos deixar ficar quietos, sentindo tristezas e felicidades somente com os olhos. preciso sentir na pele, chegar perto, tocar. encosto o rosto na parede, deixo pra trás, tudo. todas as percepções, idéias, medos e toda a coragem que eu já tive. com a chance de me reinventar. de mudar. de conhecer. de conquistar tudo que existe e que espera por mim.
domingo, maio 06, 2007
[saudade]
talvez leiam ou não. será dever me importar? entra uma brecha de luz pela janela que dorme sempre aberta. dormia na cama de baixo. todos os dias às 5 ou 6 da manhã. e com tantas histórias que iam se renovando diariamente. mas os dias nos deixam. e tudo vai se apagando na memória. as imagens lindas se tornam sombras. e eu só querendo trazê-las de volta! pra que não precise de mais despedidas. o lugar traria todo o tempo, toda a força...e talvez pra felicidade, só precise estar lá.
na hora de fazer escolhas. hora de arrombar todas as portas e gritar pra ver se esperam por mim. todos os lugares me esperam. pelo menos por hoje um lugar em especial. caixas cheias de histórias. esperando por continuações. acho que as minhas mãos estão cheias de tanto, do mundo inteiro. retalhos de cartas, de trechos.
na hora de fazer escolhas. hora de arrombar todas as portas e gritar pra ver se esperam por mim. todos os lugares me esperam. pelo menos por hoje um lugar em especial. caixas cheias de histórias. esperando por continuações. acho que as minhas mãos estão cheias de tanto, do mundo inteiro. retalhos de cartas, de trechos.
ir embora
algumas vozes tem gritado! só eu as ouço! a vontade louca de ir embora... de deixar as malas sempre prontas e sair batendo portas pra não voltar!
sexta-feira, abril 27, 2007
lugares
olhando pro mundo de uma forma mais clara. comendo a cidade com os olhos. paraisos existem em tantos lugares, impossível escolher um só. perdendo o olhar habitual de passagem. passando por praias, feiras, ruas em botafodo, ipanema, copacabana. a rocinha mais cheia de beleza, a cidade vista de cima. uma construção. várias. cheias de vida correndo solta pelas ruas. você abre os olhos, você enxerga o natural, sem ser claro ou clichê demais. sabendo, por ver. além de qualquer idéia ou força de expressão. certas belezas as vezes não conseguem ser narradas, não agora ou por mim. você sente o grito no corpo. na pressa. no pouco tempo. com tudo pra ser visto. com várias janelas, de tantas cidades. de um mundo sem clareza alguma. com pulsos. atravessando ruas, tuneis. com cada vento batendo no rosto e me empurrando. lugares presos na memória. e cada sensação. daquelas fortes, que quase te jogam além das janelas. com vontades absurdas. e lindas.
[sem apropriações. histórias que não são minhas. lugares que mal conheço]
[sem apropriações. histórias que não são minhas. lugares que mal conheço]
quinta-feira, abril 26, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
lembranças
tem coisas que nem o tempo deixa passar. fica procurando lembranças,
histórias felizes da semana anterior.
histórias felizes da semana anterior.
sussurro
a ilusão vai se construindo com o correr dos dias. umas rosa dos ventos anuncia a brisa leve da manhã. as cores trçam o horizonte mais bonito. certas belezas são necessárias. algumas se tornam obsessão. e tudo grita de dentro, como um sussurro. ao ouvido da paisagem. ao ouvido da beleza. [alguns olhares se cruzam][alguns sorrisos] daqueles no canto da boca. envergonhada por estar feliz. talvez o mundo tenha mesmop uma feição absoluta, uma tristeza estranha. será que alguém pode fechar os olhos e dormir tranquila? eu não. hoje não.
domingo, abril 08, 2007
intervalo pra questões pessoais
pelo menos agora aluns dias merecem ser contados. uma ciranda cheia de histórias, tão a flor da pele que é dificil narrar. sentindo falta dos sotaques, dos sons de um povo que as vezes é tão compliado de entender. sofrendo por motivos pessoais. cheia de dores. um cansaço que não assimilo como trabalho, foi tudo além disso. a beleza ultrapassa qualquer coisa. é como se deixasse um lugar. me apegando. sentindo tudo forte. amando e odiando por dias. entre lágrimas e sorrisos! (clichê demais, mas não consigo agora pensar em outras palavras, talvez mais tarde). que sentimentos absurdos foram esses?!!! as vezes é dificil aceitar que todos tem que voltar pra casa, as dorem se tornam tão suportaveis que aprendi a conviver com elas. e quatro dias passam como uma vida inteira. como se você vivesse "tudo" o que poderia, tivesse (sei lá) que viver! não dá pra esquecer os nomes e os rostos, não agora! talvez essa minha memória falha tropece certas vezes. só posso dizer que quem merecia, ou quem eu quis que ficasse...não vai sumir! não das lembranças, não da história! cada frase, comentário, grito, palavrão, choro, elogio... veio na devida hora. e tava precisando disso! até de querer sair, de passar pelos portões sozinha...como se adiantasse, como se pudesse esquecer além dos muros. certas coisas não se conseguem tão fácil. assim como as difilcudades. as melhores lembranças (até agora, porque juntos sempre se pode superar), tudo fica "preso" guardado, tão forte. tão absurdo. tão louco. cada sentimento é assim! vamos seguir o ritmo das mãos unidas, da diversidade (o mundo é feito de diferenças, e as pessoas que eu mais amo, discoram tanto de tantos aspectos). precisaria gritar olhando pra cada um. e com certeza teria o que falar pra cada. teria mais a agradecer. pela força. pelos abraços. pelas bebidas, cigarros. (por tudo que foi necessário).
quarta-feira, março 28, 2007
aliança
por um segundo pensou em desvencilhar-se de tantos aneis, soltou-os pelo bolso da calça. quase puxando-os de volta na verdade. como ao sair de casa, punha a aliança no porta-luvas do carro, pensando na necessidade de correr até ele qualquer emergência. havia esquecido um remédio, uma pasta, documento, talvez. que importa. sempre lhe voltam os problemas. sempre lhe voltam os meios. um daqueles que lhe coloca a frente toda a fúria. sequer grita o seu "bom dia". sequer tem tempo de bater a porta. julga paredes, copos, pratos e portas...ah, principalmente portas. culpados! são eles, claro, não seria a mulher que amou e guardou e protegeu a vida toda. e não seria ele (ele que não!), aquele poço de compreensão e afeto. nada significava 'guardar' a aliança no porta-luvas do carro, que poderia significar? seu dedo já dolorido de tantos anos. pedia descando por algumas horas. claro, além da porta de casa. além da vista da mulher. diante dela, o mundo rejuvenescia, de certa forma não se pode negar. trazia de volta a obidiência, o medo, o ódio...
" pois não?"
"sim senhora!"
" pois não?"
"sim senhora!"
domingo, março 18, 2007
moldura
[construção de cena.] o rosto apoiado nas mãos. era de tanta beleza. de tantos pudores. que ninguém a olhava completamente. sequer de longe. sua moldura, uma janela. de frestas abertas. escura, no meio de um muro amarelo. nada de paisagens habituais. janelas e muros, nada de asfalto...fugindo de composições lógicas. a admiração, afinal, precisa de proximidade. ultimamente só tem escutado sua voz ao telefone. o ruído distante, frases vazias, tantas palavras soltas. jogadas no meio da conversa. gritos. por fim, pontos de exclamação. passava as horas, ali. revezando a mão apoiando o rosto. suspirando. em pedidos e desejos. vai imaginando a vida jogada ao mundo. sem moldura. sem cenários. perdeu sua casa, sua janela, seu muro amarelo...e tudo o que via dali.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
asas
por esses dias tenho observado de longe a vida. como um peso nas mãos, que tenta imitar uma caneta que corre à distancia por várias histórias. passou horas... sentada diante do mundo, daquela janela vermelha aberta...um quadro de rua deserta e céu lindo. pairava uma imagem resistente, cheia de declarações, com medo, com gritos e versos presos na garganta. e tentou pular. acreditando ter asas. daquelas que tranpõem qualquer muro, qualquer medo. como se andasse numa estrada feita pros seus pés, com braços esperando pra segurá-la. talvez em algum momento... a sua história, o seu menino...aquele que corria de pés descalços, que via asas nas costas e pulava de tão alto, a puxassse pela mão outra vez. de uma forma tão simples, que bastava que a olhasse, bastava perceber aquele frágil olhar preso à ela ...como se olha pro mar...com fascinação, com desejos, por vezes com pudores, com amor... daquele frágil, que quebra com uma onda mais forte, que faz gritar insultos, que brande arrependimentos, daquele masi perfeito amor humano. não queria ser puxada pelas asas talvez. mas será que essa simplicidade de amor....não a deixaria somente observando na beira da duna, no alto...com asas nas costas...cortadas ou não. mas que a mantinham no chão. queria subir o mais alto... queria o mundo visto das alturas...queria o vento no rosto, a leveza... queria sua essência de volta. mas parece acostumar-se à vida vista pela janela vermelha da sala...o menino ainda dormindo! queria sentir o frescor da manhã sozinha... como se restaurasse o seu vôo... como se de uma caixa vazia fizesse brotar todos os seus sonhos guardados. não ouviria sequer um grito. a felicidade só a fazia explodir em sorrisos. tirou a caixa do armário velho. vestiu aquele vestido de menina...pôs uma flor do cabelo. e pela janela vermelha. daquele seu décimo andar. foi voar, com suas asas, com seus sonhos, pela última vez.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
de volta
alguns dias vão crescer de longe!! demorou um tempo, mas acho que encontro em algum lugar coragem suficiente pra gritar alto que sou do mundo. que nenhum lugar é suficiente, e com a dúvida se alguém pode ser! nunca houve uma manhã tão linda, as nuvens, o céu alaranjado, algumas gotas ocupando o pára-brisa do carro, em alta velocidade. querendo retroceder, não voltar pra casa, não voltar a manter a vida em quatro paredes! voltei com a sensação de alivio, sentindo, ou melhor, acreditando , em todas as possibilidades! ser feliz aqui, ou em qualquer outro lugar! sem falsas prisões, sem roupas pré-determinadas, sem rumo, com anseios de emoções somente! passar e trazer um pouco de cada pessoa comigo! lembrar cada nome, rosto e história! pra sentí-los perto. precisando disso!! correria o mundo hoje se fosse preciso! não preciso de um lugar pra voltar, me sentiria melhor talvez se não esperassem por mim. viver sem rédeas, sabendo da força de cada sentimento e indo atrás pelo menos uma vez! vou guardar todos resquícios na memória, o som da voz, o beijo, as mãos, a vida inteira tão longe! será que basta desejar? será que o mundo tá pronto pra mim?? (que modéstia hein?)
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
amanhã
como começar o dia de amanhã?? com toda esperança de se viver, pelo menos por alguns dias, um modo de vida diferente, que seja por andar na areia o dia inteiro e ver cada nascer e pôr de sol! mais um desses feriados habituais, pensando em deixar que a vida me mostre quando é melhor pra voltar, me acostumando aos poucos, deixando as sensações se unirem à pele, calma e lentamente!!! espero voltar com todas elas, com uma simplicidade inerente ao corpo de hoje!
domingo, fevereiro 11, 2007
mais uma
mesa de bar. outra daquelas tantas conversas sobre o dia, sobre a vida. “- como é que andam as coisas?” – pergunta mais um que chega e adentra a roda de amigos. o som de uma banda mais que conhecida me faz acompanhar o ritmo. e interfiro entre uma frase e outra com comentários a aplausos absurdos. voltando às conversas. evito recolher opiniões, o tom se altera e a obviedade dos assuntos some. já não se fala do dia, das estranhas conversas “quase” póstumas. me vem lembranças quase insuportáveis. pode claro, guiar o olhar à quitarra, como se pudesse tocar observa o dedilhar das notas. tão frágil, como na noite passada. alguém lê um desses contos de clarice, e se sente junto cada palavra e pausa, como se esse ler trouxesse pra perto toda a força encarnada nas palavras. ah, se um dia ousasse a minha letra a esse ponto. mais uma. outra. volta a mulher, de quem nunca se lembra o nome, trazendo a solução dos problemas diários. reconhece os rostos absortos, enquanto cada um observa atentamente o próprio copo, servem-se cinco dos mais fiéis amigos de bar. eu, no entanto, nem percebo o copo. a mente pausa longe em uma dessas folhas que o vento leva do chão, quase um suicídio de folhas secas que se deixam levar e pisotear. os sons interferem e canto junto sem perceber, “a sombra na televisão...”. e mais um tema, discussões acaloradas me voltam à mesa. tanta paranóia e preguiça que guia os controles remotos desse mundo... sem outra palavra, paranóico mesmo. muda de canal com os intervalos. nova cerveja. novas conversas. parte pro mais profundo sentimento que nem mais o olhar controla. absurdamente trágico. absurdamente real. e entre um samba e outro choramos por mais um brinde, por mais...já nem sei quem seja, e talvez não me valha saber. só outro desses distúrbios emocionais. me despeço duas, três vezes. um aperto de mão não tão forte, um abraço que tenho medo de dar, a iminência de uma despedida absoluta. um último brinde na mesa, secando o deradeiro copo. pra coragem me fazer admitir. “choro um samba por você”. [samba hemp clube]
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