quarta-feira, março 24, 2010

sensibilidade

eu sempre acho que passou. mas aparece uma foto no canto da página, uma conversa mais curta. o tempo passa mas as coisas não se apagam. hoje eu queria apagar de vez, esquecer. uma pessoa que você não conhece, que não faz diferença encontrar. tô com uma sensibilidade estranha pra agora voltar a pensar nisso. com uma saudade estranha. com uma vontade estranha.

de verdade, acho que o que quero mesmo é mais tempo. mais cuidado. de vez em quando ficar sozinha cansa. descanso disso em casa, depois do trabalho, depois da aula, com a porta do quarto trancada.

quarta-feira, março 17, 2010

narrativas

percorrendo os caminhos da história. tentando sentir na pele. tentando construir uma narrativa linear... pra que, se nada é linear? só uma sensação de que se pode contar e escrever sobre tudo. tenho até medo do que vai restar dessas 11 páginas.

começa a edição. como é difícil apagar o que foi um parto pra escrever. =/

quarta-feira, março 10, 2010

indo

uma demora do tempo. em fase de tentativas, de sugestões. caminhando, relativamente devagar, mas sem parar...

quinta-feira, março 04, 2010

cansaço

não sei se tenho pra onde ir. nem lugares. nem pessoas. como se faz a vida quando se chega nesse limite? sem muitas conversas. sem bom dia. sem cumprimentos, sem motivos. não sei o que torna os dias bons, talvez só tenha encontrado motivos e idéias erradas. de mim. dos outros. não tenho tanta força. nem o minimo que pareço ter. de vez em quando a vida cansa. de vez em quando não se consegue andar.


se é um momento assim? que as letras digam.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

dele

queria uma parte dele de volta. uma imagem, fotografia, memória, lembrança...


...uma experiência...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

partes

o que importava... não importa mais. em uma estranha seleção de prioridades. até que não está sendo tão difícil fazer escolhas. será que realmente fiz alguma nos últimos dias? quem sabe. posso passar os dias assim. andando mais devagar. olhando mais em torno de mim. o mais longe que der. ultrapassar a fase de olhar. chegar perto. sentir. imaginar a pessoa que posso ser. e ser. o que se faz quando os sonhos são opostos? quando suas duas possibilidades duelam. se é que são só duas. posso ser, ao mesmo tempo, pessoas tão diferentes assim? já é hora de pensar no tempo. já é hora de adiantar o que era sonho. de criar alternativas, possibilidades. de ser um pouco mais concreta. sem parar com nenhum dos sonhos. mas uma escolha se faz. pode dissipar com o tempo. pode tornar real. será que realmente ainda é cedo pra saber? espero que sim.


o tempo pode lapidar e destruir.


qualquer das coisas. qualquer das partes da vida. a gente vai se equilibrando entre as várias partes. claro que sem nenhum equilibrio, quase caindo sempre. sentindo a adrenalina de cair. sentindo o medo. e uma certa força. que não faço idéia de onde vem. será que pode mesmo ser de mim? tem um jeito de se sentir sozinha. como ninguém mais. um jeito de ser melhor e precisar de tantas pessoas por perto.


cadê a força? cadê o certo? cadê o tempo que sobra? cadê a parte de mim que aguenta firme e segue em frente? uma parte que dilacera com uma frase. frágil. será? leve. será? o rosto desfocado talvez conte minha história melhor. talvez faça mais sentido. talvez me encontre de um modo mais verdadeiro. se é que alguma parte de alguém é suficientemente verdadeira?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

distante...

por uns dias. ou tentando ficar. metas de organização. será que alguém consegue mesmo seguir? duvido bastante de mim nessas horas. depois da tentativa quem sabe eu descubro.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

de volta

ócio criativo? nem tanto. ócio? nem tanto. sem tantas utilidades e pretensões nos últimos dias. cheia de hábitos. dormindo às 4 da manhã. fazendo nada. mudando de canal numa limitada tv aberta. vagando entre os filmes trash de um e a pregação de outro. com uma imagem ainda por cima não tão nitida, sem surpresa considerando que a antena só tem um lado. de volta ao calor. o som do ventilador quebrado que em cada volta interrompe o sono. se é que tenho sono. até às 11 da manhã. acordo suando. naturalizando o calor da cidade no corpo. o quarto fechado, com um pouco do cheiro do cigarro impregnado no lençol, na parede, na boca. nem eu aguento mais o cheiro. a sensação. enfim. a nicotina com o café. hábito forte adquirido, principalmente, nos últimos dez dias. sem saudades da chuva, do tempo, do alagamento nos corredores da puc. nem quero imaginar o resto da cidade. vista de um modo tão limitado enquanto subia e descia as rampas pros internalos do cigarro. o fumante faz suas próprias pausas.
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enfim de volta. em uns segundos e fico mais velha. nenhuma idade peculiar, nem marcante. 23. (talvez me lembre um filme, número que vira fixação) que não vire hoje. não esperei tanto tempo no aeroporto dessa vez, conheci um cara lá. uma conversa de 40 minutos ajuda a passar o tempo. hábitos comuns definitivamente aproximam. quem mais estaria com as malas de 10 em 10 minutos na porta do aeroporto com uma garrafa de coca na mão e um cigarro na outra. uma troca de telefones, e-mails. talvez a gente se veja em olinda. ou não. quantas pessoas não vou encontrar mais? em quanto tempo?
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chego com uma nova viagem inteira planejada pra depois da formatura (se é que ela vai mesmo chegar...) brasil, bolívia... encontrar e passar por mais pessoas. que talvez não encontre mais. adapte-se. planeje-se. contenha-se. sem despedidas exageradas. meta de aprendizado. como se fosse possível. quero morar em tantas cidades ao mesmo tempo. belém. joão pessoa. piauí. curitiba. aracaju. um pouquinho em fortaleza também. talvez. =)
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enfim. do trabalho pra casa. dormir. acordar. almoçar. trabalhar. tentar escrever (...) continuações. querendo enquadrar a vida no tempo. no pouco tempo. nas pessoas. nem tantas pessoas. ainda estou numa sensação de vazio estranha. por mais que faça planos. por mais que viva algumas coisas. ainda não mudou.
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descobrindo um modo de mudar. ou fingindo que estou.
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quinta-feira, janeiro 14, 2010

...são paulo...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

...

...talvez seja hora de preencher o vazio...

terça-feira, janeiro 05, 2010

vazia

não tenho pensado em planos. em metas. em sonhos. acordo pra dormir e durmo pra acordar. leio um pouco. sem escrever muito. não tenho visto sentido, nem futuro. acho que ninguém precisa ser otimista o tempo todo. com o que têm acontecido é difícil ser. quero ir embora mas preciso ficar.

terça-feira, dezembro 29, 2009

distante

daqui desse décimo andar. em intervalos para um cigarro no fim da tarde. entre prédios, com uma visão meio distorcida da beira mar. me sinto mais parte da cidade. de um modo extremamente distanciado. como as coisas têm sido. distantes. das pessoas. dos lugares. procurando um lugar que não sei se tenho. precisando organizar. a vida. os pensamentos. as situações extremas e, de certo modo, erradas. quero fugir um pouco e não acho que devo me sentir mal por isso. são as escolhas que a gente faz sem querer. quando se perde o controle, quando se perde a capacidade de pensar antes.


sem deixar o corpo guiar talvez a consciência se mantenha no lugar. talvez não fique presa em mim um pouco de culpa. a capacidade de esquecer, de apagar. de controlar. preciso de tempo. preciso dormir. preciso conhecer mais do mundo pra fazer escolhas. se elas serão certas só posso deixar pra descobrir depois. deixei as pessoas um pouco de lado. me deixei um pouco de lado. o que têm me guiado? já não sei. já não sei se faz diferença saber. posso começar. longe. distante. com pessoas diferentes. ou talvez baste que eu mesma mude.


deixo pra descobrir ano que vem.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

estou começando a acreditar que nunca aconteceu.


dias felizes. histórias novas. lembranças boas que começam a se formar.


que venha o tempo estranho de descobrir coisas novas.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

(...)

não que faça muito sentido pra mim, mas o horóscopo diz: inferno astral. será? pelo que anda não parece tanto. em alguns pontos chega a assustar. de um modo estranho. numa vida entre extremos, limites, danos. pro que eu tenho esperado, pro que eu acho, pro que parece. um jeito de apego forte e sem muito sentido. quero ficar mais tempo. sempre mais. perto. intenso. em busca. seja lá do que for. um caminho não tortuoso, não humilhante... mas no mínimo esperando sem ter. querendo, desejando. parece que perdi um pouco do que achava que tinha. que apareçam mais.


não sei o que faz alguém se apaixonar. acho estranho usar algumas palavras. amor, apaixonar, apaixonada e todas as suas ramificações. soa meio falso, meio instável demais. não falo dos outros. falo de mim. o que faz? não foi o sexo, não foi a confiança, não foi o quanto se conhece, não foi o tempo, não foi a convivência... nem tantas outras coisas, nem tantos outros quesitos que se possa considerar. em algum momento teve um olhar estranho. um jeito meu. acho que só meu. sem reciprocidade. pareceria estranho pra mim deixar ficar alguma coisa que tenha sido recíproca. enfim. teve um segundo assim. alguns. e eu olhava. parecia só querer uma pessoa. coisa estranha. mais uma. não tem uma característica que me limite. são tão diferentes. tão opostos. cada um dos que passaram. os que foram quase simultâneos na última semana. todos. não. não queria todos. não faz diferença tê-los por perto. só um. talvez o que chegou mais de surpresa. os outros foram quase previsíveis. e a previsilibilidade realmente não me instiga. não me faz desejar. nem sei se desejo. só guardo um pouco e gasto um pouco do meu tempo com uma lembrança boa, mas bem que podia ser melhor. bem que podia ter mais tempo. ter mais força. mais desejo. mais (...) claro que dá pra saber que palavra está entre parênteses. podia ter mais. se o espaço não fosse tanto. se eu não sentisse tanto que foi um momento. uns segundos. teria mais. umas visitas quem sabe. talvez. será? até semana que vem devo desejar um pouco, querer um pouco, sentir um pouco de saudade. mas passa. como têm passado.


como já passou.

terça-feira, dezembro 08, 2009

hoje

não é bom como imaginava. nenhuma sensação tão absurda assim. tentando controlar desejos, que talvez nem sejam meus.talvez não esteja imune à desejar algumas facilidades, uma história mais simples. nada de experiências normais demais por hoje. se é que avalio bem o conceito de normalidade. não acho que ninguém consiga, diferir nessa linha tão tenue o que é normal, o que é meio louco. preciso de uns dias calmos e mais longos. de mais tempo. de mais força. de escolhas mais fortes, de conseguir fincar o pé e me manter nessas escolhas. o que eu realmente gosto. para conseguir avaliar o que me faz feliz ou me mantém feliz, o que é uma busca, ao que eu me adapto.


manutenção de um estado meio sufocante, claustrofóbico. sem muitas escolhas. sem tantas janelas. que suma essa consciência, semi, de me tentar escolhar caminhos mais tranquilos, mais leves. não sou assim. ou só não quero ser. será mais fácil deixar o corpo seguir mais instintivamente? nunca fui de pensar muito antes de fazer algumas escolhas, antes de falar algumas coisas, antes de me entregar demais. com palavras e atos por vezes precipitados de um modo excessivo. mas a precipitação chega mesmo a ser um defeito? de certa forma é um modo de ser sincero, de reagir... as vezes machuca, os outros, a mim. mas hoje acho que o controle está mais em ficar longe, em deixar uma distância segura entre todos. sem que se conhceçam, sem que eu conheça, sem me deixar conhecer tanto.


fraquezas à mostra. feridas abertas. tantas e tantos. os que passam e eu deixo passar. depois de uma insistência momentânea, de um apego frágil. de uma coisa mais minha, as vezes acho que a terceira pessoa da história não importa muito, não importa tanto. e essa insistência. nele. em todos. por uma confiança que não existe, ou que era tão frágil que se diluiu. ninguém é imune. ninguém é forte o suficiente. nem tão frágil que mereça ser tão cuidado ao ponto de alguém abrir mão. não acredito, hoje, frisando o hoje, que haja uma complementação perfeita. as pessoas passam de um modo pela vida, que acreditar que substituições não existem chega a ser ingênuo demais. fica a história, as lembranças, os sonhos, umas conversas, uma vida de certa forma. algo mais importa além disso? você se apropria um pouco, deixa um pouco de si. e cada um parte pro mesmo caminho, pra caminhos opostos. só não se veem do mesmo modo. a vida passa. e só podemos nos deixar passar.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

vazio de ter um olhar calmo pro nada. dia cheio de sono. uns sonhos estranhos, que não seja nada profético eu espero.

quarta-feira, novembro 25, 2009

tentativa

talvez eu devesse ficar mais quieta. talvez fosse mais simples observar sem intervir. será que é o ideal? será que eu consigo? estou tentanto reavaliar algumas coisas. algumas atitudes. algumas omissões. tentando tocar um tipo de movimento que talvez não compreenda tanto. porque certas vezes eu me sinto frágil pra aturar uns detalhes que perseguem a vida, as pessoas. não é simples. não é calmo. é inquietante demais. e eu me aprisionando pra conseguir ficar quieta. mas sem limite. em confusão extrema. em tentativa.


estou em busca. do que se descobre pelo caminho. talvez. ou não. preciso de uma pausa. de um tempo meu. de um espaço meu. pra construir um limite. uma história. qualquer coisa.


se eu não sei se faz sentido. como posso querer que entendam? a clareza talvez, nesse caso, não seja tão extremamente necessária.


até.


um dia.


quem sabe.


ou não.


*se eu não desejo tanto. não quero fazê-lo desejar*

sexta-feira, novembro 20, 2009

...

bem que podiam ser menos previsiveis.

achei que conhecesse pessoas maismais... livres.

não que me decepcione. só não mais, super estimo ninguém.

sexta-feira, novembro 13, 2009

sexta

definitivamente mais leve. um descanso meio forçado. sono sem sonhos. vontade de dormir às dez da noite. sem motivo pra tanta exaustão. sem cansaço fisíco o suficiente. só cansada. de uns dias longe. de uns dias perto. honestamente não sei se quero me aproximar ou afastar da pessoa que ocupou minhas últimas três semanas. encontros e conversas diárias. situações que eu imaginava mais do que vivia. não sei. não sei. não imagino até que ponto isso ainda pode ser levado. talvez tenha parado na hora certa. não quero ser cuidada e (ainda) não posso cuidar de ninguém. melhor jeito de explicar, nenhuma sensação é tão plenamente descritivel. nem eu sou tão boa com as palavras pra descrever. as vezes as frases parecem sem muito nexo. sem muito jeito de quem tenta explicar. elas me constroem de alguma forma. elas olham e contam a vida pra mim. só descubro o texto depois de pôr o ponto final e começar a leitura. não páro tanto. não penso tanto. as mãos fluem sobre o teclado ou com lápis, caneta, papel. só fluem. tentando ser apressado, tentando acompanhar os segundos. os tempos. os detalhes que se encontra sem perceber claramente.


vou caminhar de um lugar à outro pela praia de iracema. encontrar uma amiga. ouvir músicas o resto da noite. em um lugar cheio. entre vários conhecidos, uns poucos amigos. e mais estranhos. não sei se estou disposta. mas fico sempre nessa tentativa. de achar que podia ter sido bom. que pode ser. melhor me arriscar.

quinta-feira, novembro 12, 2009

quinta

tem uns espaços livres nos últimos dias. um tempo estranho, um estado de espera. meio solta e leve demais. nem sabia que conseguia ser assim. não sei se doí mais encontrar ou perder as pessoas pela vida. as sensações diferentes que quase se fundem nas meras tentativas. nos espaços vagos. nos dias longos e lentos demais. encontra uns sotaques pela noite. reconhece pessoas e situações que não conseguia lembrar. tenta fazer diferente. mais distante. quanto mais tenta se distanciar mais aproxima. voltando. sons, sotaques, vozes, conversas diferentes. que eu teria talvez. ou que tive, será? um jeito de aproximar-se dos desejos que sente. de todos os planos e metas e sonhos (daqueles que acontecem) aos poucos. vai conhecendo. encontrando pessoas que fazem e vivem do que quer fazer. treinando uma espécie de futuro, uma espécie de história. quando confundir sua vida com a de outro. talvez comece a sentir falta de mim. das independências e confusões que são minhas. não que me guie por horoscopos da vida, mas não fui calma, tranquila e amena como deveria. hoje falei alto, discuti, tive raiva, tive medo. adiei algumas coisas. a sexta é mais tranquila. mais leve pra se levar.