terça-feira, março 11, 2008

quero os meus detalhes. e voltar para as minhas próprias histórias.

[sozinha?]

.enfim.
.por fim.

[será?]

segunda-feira, março 10, 2008

pessoas

as pessoas esperam demais, cobram demais, punem demais. meio afastada do mundo. reclusa no retalho de uma casa. que talvez até tenha certas histórias felizes. mas de um modo geral (infelizmente) a memória se concentra nas tragédias, nos intervalos, nessas fases confusas que levam à vida a um estado meio perdido. não me sinto bem. como se um pedaço estivesse pendendo. como se tivesse perdido as coisas importantes. o mundo e as pessoas não são simples. e eu me sinto no direito de não ser. quero um pouco das minhas próprias lembranças, dos sorrisos que já consegui ter. das sintonias. as relações se fragmentaram. e eu sou, pelo menos por hoje, toda de fragmentos. de pedaços, de resquicios. de algumas histórias que tenho assistido à distância. o caminho se abriu, em várias pequenas estradas de terra. em que grupos se transformam. uns em dupla. uns sozinhos. fico tentando enxergar a distância. fico tentando conduzir. quero ser capaz de me ver. de juntar os pedaços e levantar. esqueci como se vive por alguns segundos.

terça-feira, março 04, 2008

~ pedaços ~

~ com tantas semelhanças. será que as pessoas veem o modo estranho como tratamos a vida. seremos confusos pra sempre? ~
~ quero esbarrar nos caminhos dos outros. olhar e ver todas as distâncias. equilibrios? será que existem? que me olhem de perto e eu me encha de graça. ~
~ perfis. frações da mesma pessoa. pedaços de um corpo que não se conhece. ~
~ eu quero reconhecer as minhas limitações, quero ultrapassar todos os limites. que me critiquem. que me esnobem. que se encham. eu não ligo. ~
~ eu sei o que eu faço. eu sei dos meus erros. mas sou cheia de fé e confiança. isso ajuda? ~

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

...



~eu quero entrar nesse mundo difuso~

domingo, fevereiro 03, 2008

instantes

é. você com certeza é uma dessas pessoas. uma dessas que vive por observar. essas simplicidades absurdas do mundo. todos os detalhes. mínimos. querendo sentir a leveza da chuva no corpo e ouvir todos os sons possíveis. e sente. e ouve. o mundo se deixa ver. se deixa sentir. com todas as suas sutilezas e fragilidades.
você pode descansar em seus detalhes ou dançar enquanto o dia começa. pode simplesmente se deixar ficar. dessa vez sem pressa. sem procurar tanto por histórias utópicas. talvez já seja hora de manter os olhos abertos. não sentimos como o tempo passa. nem sua rapidez, nem sua calma. é como se fosse escrevendo uma folha inteira, vezes por dever, vezes por paixão. onde é que ficam suas escolhas? as imagens parecem lindas. qualquer pessoa pode ser linda assim. os dias as tornam. são sempre imagens que vemos passar. perto ou longe. sempre frações de um mundo tão confuso quanto você. é capaz de distinguir o certo e errado, bem e mal. se é que se pode definir algo por extremos. mas não lhe importa. os instantes. são eles que valem. são esses segundos em que você não se apressa a olhar o relógio, esses onde você não percebe a altura do sol, nem se escurece. as palavras e os olhares estão cheios de uma coisa da qual ainda não consegue falar. que esses sejam eternos. que possa escrevê-los ou lembrá-los a qualquer hora. eu posso esperar. qualquer um pode. estou em uma pequena caixa com frases de uma história que tenta se escrever.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

palavras soltas

composições próprias. janelas abertas, fechadas. frestas. vozes e cantos. fogo. cinzas. olham-se. e são lindos. mundo cheio de clichês. adoro. todas as histórias. felizes ou tristes. sempre cheias de algum amor. anônimos. importa? o mundo. a vida. a espiritualidade de cada um. detalhes escritos. vazios. presos em cicatrizes. alguns renascem. e eu posso. entre o comum. o normal. os estranhos são mais felizes. e eu quero ser mais feliz.

expectativa

até que ponto se pode controlar a própria mente? como se separa sonho e realidade? quando histórias e cenários imaginados passam a se tornar lembranças? talvez eu assista de perto as minhas escolhas. ou me afaste do corpo e observe pequenas frações. eu quero o completo, o controle. ver o reflexo certo, não o que espero ser.

terça-feira, janeiro 22, 2008

=[

comecei a notar que não estou nos albuns de familia, que tem uma pequena fração de tempo que todos lembram e que de uma maneira incrivel não estou na maioria delas. sinto pelo tempo gasto e por uma falta infundada. o mundo nem sempre precisa me perceber. dentre tantos, de todos os nomes e rostos que eu lembro, os amigos são poucos.

sábado, janeiro 05, 2008

feliz

e as coisas boas estão de volta. voltam os dias felizes em boa companhia. sentia falta. de cada um. dos momentos "hare". os grandes amigos me trazem de volta. a melhor delas. muitas flores pra encantar dias felizes. que sejam eternos. como relacionamentos calmos. instantes. mundo. "hare". mágico. feliz. [ponto]

quinta-feira, janeiro 03, 2008

mundos

sinto um pouco de falta. mas é como se estivesse em uma transição, não uma comum, como a que acontece em todos os anos. sem desejos traçados. somente tentando deixar as sensações vivas. estando sozinha quando preciso estar. convivendo bem mais comigo. com medo de proximidades excessivas, como se de algum modo soubesse que todo conhecimento gera despedidas. mundos ansiosos os meus. precipitados. cheios de sofrimento por antecipação. mas a vida começa mais calma esse ano. querendo colocar meus mundos em ordem. de um modo estranho, apresentá-los individualmente à mim.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

futuro

ah... essa simplicidade que não me convence. quero meu próprio olhar de volta. talvez agor esteja disposta a deixar esse mundo relutante pra trás e comçar um futuro mais simples. que abram os olhos. que possa começar. talvez esperem. talvez não.

domingo, dezembro 23, 2007

"Canção pra Jade"

"Desde quando eu te vi. Tudo ficou mais lindo:A rua, a lua, o sol no céu luzindo.Olhando teu olhar, Ouvindo a tua voz. Chego a não crer, a me surpreender, feliz, sorrindo. Estrela singular. Da luz do amor nascida. Antieclipse lunar da minha vida. A cada passo teu segue meu coração, por entre os móveis, calçadas, parques e avenidas.

*Viva cada instante, viva cada momento, Proteja da razão teu sentimento.Tente ser feliz enquanto a tristeza estiver distraída. Conte comigo a cada segundo dessa vida.*

E o tempo vai passar ao longo dessa estrada. Novas estórias lhe serão então contadas.E você vai crescer, sonhar, sorrir, sofrer entre vilões, moinhos, dragões e poucas fadas.

*Viva cada instante, viva cada momento, Proteja da razão teu sentimento.Tente ser feliz enquanto a tristeza estiver distraída. Conte comigo a cada segundo dessa vida.*"

(Toquinho)

quarta-feira, dezembro 19, 2007

liberdade

já sinto uma leve brisa. como se a liberdade estivesse esperando pra entrar. e está quase. já sinto as asas e o mundo aberto pra mim. quero voar pra longe. voltar algum dia. mas agora me faria bem voar. só onde eu possa ver pessoas sorrirem, andando, leves.. felizes...livres. quero a felicidade e a liberdade do mundo. talvez esteja perto. talvez a transição comece semana que vem.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

...

e com tantos espaços soltos no mundo. desejo um só. me dói ver essa distância absurda. e quando vou poder estar perto? ir e ficar.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

medo

[...]

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

Medo de olhar no fundo. Medo de dobrar a esquina. Medo de ficar no escuro. De passar em branco, de cruzar a linha. Medo de se achar sozinho. De perder a rédea, a pose e o prumo. Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo. Medo estampado na cara ou escondido no porão. O medo circulando nas veias. Ou em rota de colisão. O medo é do Deus ou do demo. É ordem ou é confusão.O medo é medonho, o medo domina. O medo é a medida da indecisão.

Medo de fechar a cara, medo de encarar. Medo de calar a boca, medo de escutar. Medo de passar a perna, medo de cair. Medo de fazer de conta, medo de dormir. Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer. Medo de se amargurar pelo que não se fez. Medo de perder a vez. Medo de fugir da raia na hora H. Medo de morrer na praia depois de beber o mar. Medo... que dá medo do medo que dá. Miedo... que da miedo del miedo que da.

[Miedo - Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis]

terça-feira, dezembro 11, 2007

pessoas

quem mede as pessoas? quem pode perceber além da superficialidade? se as pessoas são pequenas. controversas. dificeis. meio tristes. felizes demais. estranhas. quem pode dizer? quem não é? em certos dias você assiste um pouco certas pessoas. aprende a gostar. a admirar. as mais diferentes. as mais controversas. de um modo confuso. sabe que despedidas são necessárias. sabe que certos laços se quebram. mas sente tanto por eles. como se a cada diz precisasse se refazer de novas despedidas. uns pelo barulho. outros pela atenção. um respeito. ou no minimo um poudo de carinho adquirido.

domingo, dezembro 09, 2007

começar

sumiram. já não consigo vê-los. de algum modo as janelas não podem ser abertas. me volta um rosto de menina que se esconde embaixo dos lençois. que volta pro quarto sozinha. e tranca a porta. pra ficar. por qualquer tempo. talvez nenhum seja suficiente. basta pra ela. os desejos dissipam. pretende começar. talvez possa voltar. o tempo pode esperar um pouco. ela acalma o próprio corpo. tem tanto pela frente. que detalhes podem ser deixados pra trás. com sorrisos. com lembranças boas. com o que puderam deixar perto dela. lhe restam algumas fotos. alguns convites. alguns trechos escritos nos melhores dias. talvez páginas inteiras de boas lembranças. nada a impede de ter mais pela frente. só esse sensação. estranha. e reconfortante. o mundo de braços abertos. tanta força na sua voz de menina. tantos sonhos presos. tantos lugares. tem tanto do mundo pra ver. agora começa a correr. a perder a imagem do espelho. partindo para o outro lado. uma viagem de sonhos. sem limites. sem prisões. sozinha. pessoas pra serem vistas. deixando sorrisos. mas seguindo sozinha. por seus próprios pés. finalmente aprende a começar.

lugares perfeitos?


sexta-feira, dezembro 07, 2007

pena

pena. pena que eu não posso simplesmente nascer de um dia pro outro. que eu não posso só ir embora. que eu sinto tanto por todos eles. que eu me puno tanto. por que ninguém vê isso? eu queria, que me olhassem diferente uma noite. só uma. que eu fosse outra. que de algum modo eu pudesse ser melhor. que pusessem simplesmente me amar. que os meus defeitos pudessem passar desapercebidos pelo menos uma vez. que o mundo fosse diferente e não esperasse tanto de mim. porque eu não sou perfeita. porque qualquer pessoa merece errar. merece um pouco de aceitação e amor. porque ninguém consegue ser perfeito o tempo inteiro. eu não sou imune. eu não sou igual. não consigo. não choram por noites inteiras. por tudo que eu eu perdi. em uma só noite. em toda essa sensação absurda. de ficar sozinha. de achar que o mundo está de costas pra mim. de aceitar isso. é opção minha? talvez seja. talvez eu precise de um tempo. como qualquer um precisa. um tempo sozinha. um tempo meu. com paranóias. com medos. com todos os possíveis medos que todo mundo tem medo de admitir que tem. como todos tem. sair só. sair e reconhecer um pouco do mundo em mim. com detalhes e segredos absurdos. sem companhia. sem estranhos ou conhecidos. e como? e como se desvincilhar? e como se afastar? com medo. com receios comuns. de que ocupem meu lugar. se é que já tive algum. talvez seja tarde. pra voltar pro mundo. pra recolher tudo e começar. pra voltar. o mundo, por fim, existe sem mim. e as pessoas continuam. com tudo. com cada um dos seus detalhes. talvez eu não preise percebê-los. talvez eu não seja essencial. eu não sou. e como se livrar da sensação. e como se livrar do que foi construído? do amor que só resta em mim? que se construam sozinhos. apesar da influência. e do caminho lapidado. as coisas acabam. o amor acaba. não por mim. por alguém? acho que sim.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

boa noite

boa noite. que os detalhes aconteçam. conversas à toa que preenchem algumas noites. sem ouvir a voz. uma impressão de proximidade estranha. será que coisas assim podem ser mútuas? quero mais é conhecer esses detalhes do mundo. peculiaridades de cada pessoa que passar por mim. porque de um modo absurdo estranhos são importantes. me fazem querer vê-los. ouvir a voz. e cheios de desejos por bons dias. boas noites. são simples. um 'oi' prolongado. conversas fortes. pelo excesso na medida certa. se há qualquer excesso. quero todo. com todas as controvérsias, com todas as paranóias. com a sensação de ser inacreditável.